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Trabalhar, conquistar e pertencer: história de jovem de Aracruz, no ES, mostra o valor da inclusão no mundo do trabalho

30 de abril de 2026

Por meio do programa Emprego Apoiado, a Feapaes-ES conecta pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, promovendo autonomia e novas oportunidades

Trabalhar, conquistar e pertencer: história de jovem de Aracruz, no ES, mostra o valor da inclusão no mundo do trabalhoAndré Lucas Mattos Silva – Foto: Divulgação

O primeiro salário. A rotina. Os novos colegas. A sensação de independência.

Para muitas pessoas, esses são passos naturais da vida adulta. Para outras, são conquistas que carregam ainda mais significado. É o caso das pessoas com deficiência, que têm o direito de se inserir no mercado de trabalho, construindo autonomia, independência e novas possibilidades de vida.

Em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, a história de André Lucas Mattos Silva representa esse caminho. Pessoa com deficiência intelectual, ele está vivendo a experiência do primeiro emprego como embalador em uma rede de supermercado.

“Estou muito feliz. Sempre quis trabalhar para ter meu próprio salário e ajudar minha família. No começo senti medo e ansiedade, mas agora estou melhor e me sentindo bem”, conta.

A conquista não veio sozinha. André destaca o papel fundamental do apoio recebido ao longo da sua trajetória.

“A Apae de Aracruz me ajudou muito, me incentivou e me deu atenção em todos os momentos. Isso fez toda a diferença para eu conseguir meu emprego”, relata.

Com novos planos para o futuro, ele já projeta os próximos passos:
“Quero fazer uma faculdade, aprender mais e crescer na empresa”, diz.

Inclusão que transforma vidas

A trajetória de André foi construída com o apoio do Emprego Apoiado, programa da Federação das Apaes do Espírito Santo (Feapaes-ES), realizado nas Apaes do Estado e que vem mudando a vida de muitos jovens.

A iniciativa é voltada à inclusão de pessoas com deficiência intelectual, múltipla e autismo no mercado de trabalho, oferecendo suporte técnico, adaptação de funções e acompanhamento contínuo, tanto para o trabalhador quanto para a empresa.

Mais do que inserir profissionais, o programa atua para garantir permanência, desenvolvimento e autonomia.

Para Vanderson Gaburo, diretor social da Feapaes-ES, a inclusão no mercado de trabalho é um processo que exige compromisso coletivo.

“Quando falamos em inclusão, não estamos falando apenas de cumprir uma lei, mas de reconhecer potencialidades e garantir oportunidades reais. O Emprego Apoiado promove exatamente isso: prepara, acompanha e conecta pessoas e empresas para que essa inclusão aconteça de forma sustentável”, destaca.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoas com deficiência ainda enfrentam barreiras significativas no acesso ao emprego formal no Brasil, com taxas de participação no mercado de trabalho bem inferiores à média da população.

Mesmo com avanços legais, como a Lei de Cotas (Lei nº 8.213/1991), que determina a reserva de vagas para pessoas com deficiência em empresas com mais de 100 funcionários, a inclusão efetiva ainda depende de mudança cultural, acessibilidade e apoio qualificado.

O papel das empresas: inclusão que gera valor

Ao aderir ao Emprego Apoiado, empresas não apenas cumprem a legislação. Elas ampliam seu potencial humano. O programa atua lado a lado com as organizações, apoiando desde a adaptação do ambiente até o acompanhamento do profissional no dia a dia.

“Garantir que todas as pessoas possam trabalhar, crescer e se desenvolver não é apenas uma pauta social. É um compromisso com uma sociedade mais justa, inclusiva e sustentável. E histórias como a do André mostram que, quando há apoio, oportunidade e confiança, o potencial se transforma em realidade”, afirma Vanderson Gaburo.



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