Tosse, febre e coriza: doenças respiratórias aumentam no outono
23 de abril de 2026Veja quando os sintomas exigem ida ao médico e como evitar complicações
Foto: Divulgação
Basta a temperatura cair um pouquinho e a rotina muda: os casacos saem do armário, as janelas se fecham mais cedo e, quase silenciosamente, os vírus respiratórios voltam a circular com mais força. É nesse cenário típico do outono que aumentam os casos de gripe, resfriado, bronquite, pneumonia e outras infecções, transformando sintomas como tosse, febre e coriza em companheiros frequentes da estação.
A explicação está nas mudanças típicas do período. O ar mais seco, a maior permanência em ambientes fechados e a tendência de aglomeração favorecem a circulação de vírus. “Essa época do ano é marcada por doenças respiratórias de forma geral, causadas por vírus como influenza, rinovírus, coronavírus, adenovírus e vírus sincicial respiratório. De forma geral, os sintomas são muito parecidos”, explica a infectologista Polyana Gitirana, do Hospital Vitória Apart.
Segundo a médica, alguns vírus podem provocar quadros mais intensos e exigir maior atenção. “Os vírus influenza e coronavírus podem gerar sintomas mais fortes, como prostração, febre alta, tosse intensa e desconforto respiratório, podendo evoluir para pneumonia. Para diferenciar com precisão, apenas com exames específicos, como o PCR”, afirma.
O perigo da Bronquiolite
Entre as doenças que ganham destaque nessa época está a bronquiolite, que afeta principalmente crianças pequenas e é causada, na maioria dos casos, pelo vírus sincicial respiratório (VSR). A infectologista alerta que o comportamento da doença tem mudado nos últimos anos. “Tradicionalmente, a bronquiolite tinha pico no inverno, mas temos observado um início mais precoce, ainda no outono. Isso exige atenção redobrada, principalmente com crianças menores, que podem evoluir com quadros graves”, destaca Polyana.
“A bronquiolite é uma doença que exige atenção nas crianças menores de 02 anos, especialmente nos bebês de até seis meses. A orientação é procurar o pediatra de referência da criança sempre que houver tosse intensa, chiado no peito, desconforto ou obstrução nasal. Em casos em que a criança sentir dificuldade para mamar ou para respirar é necessário buscar ajuda médica no Pronto-Socorro imediatamente”, orienta Patrícia Saraiva, coordenadora pediátrica do Hospital Vitória Apart.
Foto: Divulgação
Atenção aos sinais
O outono também costuma ser mais desafiador para pessoas com doenças alérgicas e respiratórias crônicas, como rinite e asma. “O ar mais seco e ambientes fechados favorecem crises. Por isso, é importante manter a casa arejada, evitar umidade e fazer a higiene nasal com soro fisiológico”, explica a infectologista Polyana Gitirana, do Hospital Vitória Apart.
Para crianças e adultos, alérgicos ou não, as medidas de prevenção são as mesmas: “Manter os ambientes bem ventilados, usar máscara ao apresentar sintomas, higienizar as mãos com frequência, manter boa hidratação e o calendário vacinal em dia são atitudes essenciais para reduzir a transmissão”, orienta a médica.
A recomendação é que, ao surgirem os primeiros sinais, o paciente acompanhe a evolução do quadro. “Febre alta e persistente, dificuldade para respirar, dor no peito, confusão mental, sonolência excessiva ou vômitos intensos são sinais de alerta e indicam a necessidade de procurar atendimento médico imediatamente”, reforça Polyana.
A orientação dos especialistas é clara: atenção aos primeiros sintomas, cuidado redobrado com crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, e adoção de medidas simples que fazem diferença no dia a dia. No outono, quando os vírus encontram condições ideais para se espalhar, a prevenção e o diagnóstico precoce são aliados fundamentais para evitar complicações e garantir que a estação seja atravessada com mais saúde e segurança.