Soluções naturais ajudam pomares a manter produtividade mesmo em situações de estresse
16 de abril de 2026
Foto: Divulgação
A produção de frutas enfrenta desafios cada vez maiores diante das variações do clima e das condições ambientais. As culturas, como citros, uva, maçã e manga, são sensíveis à escassez de água, calor excessivo e salinidade do solo, fatores ambientais conhecidos como estresses abióticos. Esses eventos comprometem o desenvolvimento das plantas e reduzem tanto a qualidade quanto o volume da produção, levando produtores a buscar alternativas para proteger o potencial produtivo dos pomares, como os bioestimulantes.
Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e no Paraguai, destaca, entre os bioestimulantes, os extratos da alga Ascophyllum nodosum. Encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, ao longo das costas do Canadá, Irlanda e Noruega, essa alga se desenvolve em um ambiente naturalmente desafiador. Ela é constantemente exposta às variações de maré, elevada salinidade e oscilações intensas de temperatura, que podem variar de -22°C a 40°C. “Ao longo do tempo, essas condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. São justamente essas características que, quando transferidas por meio de seus extratos, contribuem para aumentar a tolerância das plantas cultivadas a diferentes tipos de estresse”, afirma.
Estudos e aplicações no campo mostram que esses compostos fortalecem processos internos das plantas, o que aumenta sua capacidade de resposta ao ambiente. Em situações de estresse, como períodos de seca ou temperaturas elevadas, as plantas tratadas tendem a manter um desenvolvimento mais estável, com importante redução dos impactos negativos na produção.
Dessa forma, compreender a resposta das plantas às condições do ambiente é fator-chave para alcançar bons resultados no campo. Bruno Carloto explica que “quando conseguimos ajudar a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente em produtividade e qualidade dos frutos”, explica.
No dia a dia do campo, o efeito da adoção dessas estratégias pode ser observado em plantas que conseguem atravessar períodos difíceis sem comprometer a formação e o enchimento dos frutos. Em culturas frutíferas, para as quais a qualidade final é tão importante quanto o volume produzido, esse equilíbrio faz diferença tanto para o mercado interno quanto para exportação.