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Soldado do Exército tem prisão preventiva decretada após morte de colega em São Paulo

11 de abril de 2026

Soldado do Exército tem prisão preventiva decretada após morte de colega em São PauloFoto: Divulgação

O juiz federal da Justiça Militar Vitor De Luca decretou, nesta sexta-feira (10), durante audiência de custódia, a prisão preventiva de um soldado do Exército acusado de matar a tiros um colega de farda na última quarta-feira (8), na capital paulista.

O caso ocorreu durante o primeiro serviço armado dos novos recrutas do 8º Batalhão de Polícia do Exército, menos de dois meses após o ingresso na corporação.

O disparo de uma pistola calibre 9 milímetros aconteceu na área de guarda instalada no alojamento de um condomínio residencial de oficiais, localizado no bairro do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo.

A vítima, o soldado Antonio Henrique dos Santos Sousa, foi atingida no tórax enquanto estava deitada em uma cama.

De acordo com as informações apuradas, o próprio militar acusado de efetuar o disparo tentou prestar os primeiros socorros. Outros integrantes da equipe de serviço também auxiliaram no atendimento até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o soldado não resistiu aos ferimentos e morreu.

O suspeito foi preso em flagrante por outros militares ainda no local. Na tarde desta sexta-feira, ele passou por audiência de custódia na sede da 2ª Auditoria da Justiça Militar da União, no centro da capital. A prisão preventiva foi mantida para garantir a hierarquia e a disciplina militar e a adequada apuração dos fatos.

Segundo relato de testemunhas, o disparo ocorreu enquanto o militar manuseava a arma de forma inadequada, em tom de brincadeira. Ainda conforme os depoimentos, horas antes ele já havia sido advertido por colegas após apontar a arma para outro militar.

O inquérito policial militar segue em andamento. Após a conclusão das investigações, o caso será encaminhado ao Ministério Público Militar, responsável por eventual oferecimento de denúncia. A tipificação penal poderá incluir o crime de homicídio, a depender das circunstâncias apuradas.



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