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Setor de varejo no ES cresce acima das médias brasileira e do Sudeste

04 de abril de 2025

Segmento de tecidos, vestuários e calçados do Espírito Santo teve a maior alta do país em janeiro ao ser comparado com o mesmo mês de 2024

Setor de varejo no ES cresce acima das médias brasileira e do SudesteFoto: Reprodução/Pexels

Nova alta no volume de vendas do comércio capixaba: o varejo cresceu 4,4% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2024. Esse aumento superou tanto o do Brasil (3,1%) quando a média do Sudeste (2,8%). Na comparação com os outros estados da região, o Espírito Santo foi o que mais avançou, já que o volume de vendas em Minas Gerais subiu 4,2%, em São Paulo, 2,2%, e no Rio de Janeiro, 0,5%.

O estado também chamou a atenção porque teve o 7º maior desempenho do país. Os segmentos que se destacaram foram: Outros artigos de uso pessoal e doméstico – com alta de 26,1% –, Tecidos, vestuários e calçados (17,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (12,3%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (7,1%). Esses setores capixabas alcançaram o primeiro lugar no ranking de crescimento entre os estados brasileiros – exceto o de hipermercados e supermercados, que ficou na 3ª colocação.

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda na avaliação dos dados de janeiro, o levantamento observou que o varejo capixaba conseguiu manter o mesmo volume de vendas de dezembro do ano passado, que é considerado um dos meses mais importantes para o comércio. No Brasil, houve uma retração do volume de vendas em 0,1% e, para a média do Sudeste, verificou-se um crescimento de 0,1%.

A coordenadora de pesquisa do Observatório do Comércio, o Connect Fecomércio-ES, Ana Carolina Júlio, ressaltou a importância de o desempenho capixaba ter se mantido positivo e, de modo geral, superior à média brasileira.

“O resultado reforça a resiliência do comércio do Espírito Santo, que segue em trajetória de crescimento acima do indicador nacional, impulsionado pelo dinamismo de setores estratégicos e pelo fortalecimento do consumo local”, afirmou.

O 3º vice-presidente do Sistema Fecomércio-ES – Sesc e Senac, José Carlos Bergamin, comentou que o desempenho do setor têxtil surpreendeu, pois, embora o ambiente estivesse positivo, empresários e especialistas não esperavam que ele fosse tão expressivo.

“No Espírito Santo, há uma forte distribuição de matéria-prima têxtil, com grandes importadoras atuando no estado, o que influencia o mercado, ainda que nem sempre de forma direta no consumo final. Outro ponto importante é que, no fim do ano, o setor operou muito bem, impulsionado por uma demanda aquecida, especialmente devido à movimentação de pessoas. O turismo teve um papel importante nesse cenário, pois o estado tem se consolidado como um destino econômico e acessível, atraindo visitantes de grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, sendo um local de lazer e verão, o que, naturalmente, impulsiona o consumo”, destacou.

Já na avaliação do varejo ampliado (atacado), o levantamento do Connect Fecomércio-ES aponta um crescimento mensal de 1,3% e, na comparação entre janeiro deste ano e o mesmo período de 2024, a alta foi de 4,7%, enquanto a expansão nacional foi de 2,2% e a do Sudeste, de 1,7%. Entre os segmentos do atacado capixaba, aquele que apresentou a maior variação ao comparar janeiro de 2024 e de 2025 foi o especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo. Com 20,6% a mais de volume, esse setor capixaba liderou o crescimento para o mês no cenário nacional.

Diante do mercado promissor no Espírito Santo, a expectativa é que as vendas do varejo cresçam de janeiro a abril. A previsão é que a movimentação financeira de abril tenha alta de 13,2% em relação ao mesmo mês de 2024, totalizando R$ 7,2 bilhões. Já a estimativa de janeiro prevê aumento de 9,06%, com R$ 7 bilhões em negócios. Em fevereiro, as vendas devem subir 14,80% (R$ 6,9 bilhões) e em março, 12,45% (R$ 7,5 bilhões).

As movimentações financeiras previstas foram estimadas utilizando os dados disponibilizados pelo IBGE na PMC até janeiro de 2025, da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) de 2022 e os dados do Sistema Nacional de Índices de Preço ao Consumidor (SNIPC) até fevereiro de 2025.



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