“Secretário Amarílio Xandão desrespeitou campanhas da Guarda e jogou por terra a conscientização sobre e-bikes em Vitória”, ES
07 de janeiro de 2026
Campanhas oficiais existiam – e foram ignoradas por quem deveria dar o exemplo – Foto: Reprodução/RedeNewsGrandeVitória
A RedeNewsGrandeVitória apurou, por meio da análise das redes oficiais da Guarda Civil Municipal (GCM) de Vitória, que desde novembro de 2025 a corporação promoveu campanhas contínuas de conscientização sobre o uso correto de bicicletas elétricas (e-bikes).
As ações incluíam orientações sobre o uso de capacete, circulação em locais permitidos e respeito aos pedestres, com atividades realizadas na Praia de Camburi e em outros pontos estratégicos da capital.
Essas campanhas se estenderam por todo o mês de novembro e avançaram por dezembro de 2025.
Apesar disso, no sábado à noite, 27 de dezembro de 2025, o próprio secretário municipal de Segurança Urbana de Vitória, Amarílio Luiz Boni, o Amarílio Xandão, protagonizou uma conduta que vai na contramão de tudo o que sua pasta vinha orientando a população.
Naquela noite, o secretário publicou em seu próprio perfil no Instagram um vídeo em que aparece circulando de e-bike pela calçada da Avenida Beira-Mar, sem capacete, em velocidade incompatível com o local, levando a esposa na garupa e gravando a situação em forma de selfie.
A publicação foi apagada aproximadamente cinco minutos depois, mas o registro já havia sido copiado e salvo por pessoas que acompanham e monitoram suas redes sociais há bastante tempo.
Ou seja, a infração foi documentada pelo próprio autor e permaneceu preservada mesmo após a tentativa de remoção do conteúdo.
O episódio evidencia que não se tratou de desconhecimento da lei, mas de imprudência consciente, seguida de recuo tardio ao apagar o vídeo.
Esposa também estava sem capacete
A passageira não era uma pessoa qualquer. Tratava-se da esposa do secretário, Paula Peterle, profissional da área da saúde, formada em Biomedicina e Nutrição Integrativa, que também não utilizava qualquer equipamento de proteção.
As imagens mostram que não se tratava de condução em velocidade reduzida, tampouco de situação excepcional prevista em norma.
O trajeto ocorreu sobre a calçada, espaço reservado exclusivamente aos pedestres.
Incoerência institucional e desmoralização da própria Guarda.
O caso expõe uma incoerência grave dentro da gestão municipal.
Enquanto a Guarda Municipal, subordinada ao próprio secretário, realizava campanhas educativas e cobrava o cumprimento da lei, o chefe da pasta fazia exatamente o contrário, de forma pública e registrada.
(Fonte: RedeNewsGrandeVitória)