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Reflorestar auxilia na recuperação de área degradada em propriedade familiar

11 de janeiro de 2020

Reflorestar auxilia na recuperação de área degradada em propriedade familiar

O Programa Reflorestar já beneficiou centenas de produtores rurais do Espírito Santo a investir na preservação e utilização amigável de recursos naturais, como também na recuperação de áreas degradadas. Em Santa Teresa, a família Gomes realizou, por exemplo, o plantio de 2,5 mil mudas em sua propriedade com os recursos do programa. Entre as espécies estão pupunha, abacateiro e uma variedade de mudas nativas, como ipês, cedro rosa, entre outros.

A produtora Maria Rosalina Bridi Gomes foi a responsável por procurar o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) e obter os recursos do Reflorestar para investir no desenvolvimento econômico articulado com a preservação ambiental, incluindo a recuperação de mata nativa da propriedade. Junto ao marido Luiz Carlos Bridi Gomes e a filha Carolinna Bridi Gomes, a produtora implementou duas modalidades apoiadas pelo programa: Sistemas Agroflorestais e Recuperação com Plantio.

“Estamos em um contexto que precisamos ter maior conscientização ambiental, por isso nossa família procurou o Bandes. O Reflorestar foi muito importante para começarmos a recuperação da área da propriedade que, desde a época dos meus avós, foi degradada”, comenta Carolinna Gomes.

Ela conta que a terra da propriedade vinha sendo prejudicada pelo plantio de café e criação de gado. “O solo ficou pobre. Há três anos decidimos abandonar a criação e investir na preservação da nascente com o plantio de espécies nativas da mata atlântica. Para continuarmos obtendo renda, combinamos as espécies florestais com culturas agrícolas”, acrescenta a produtora. Atualmente, a família realiza a transição do abandono do plantio do café para investir em outras plantações.

Conheça o Programa Reflorestar

O Projeto Reflorestar é uma iniciativa do Governo do Estado e tem como principal objetivo manter, recuperar e ampliar a cobertura florestal, com geração de oportunidades e renda para o produtor rural, por meio da adoção de práticas de uso amigável do solo. Além do Bandes, o programa opera a partir de uma parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e com o Instituto de Meio Ambiente (Iema). Assim, criam-se estímulos para os proprietários de terra e agricultores adotarem sistemas produtivos e alternativas econômicas ambientalmente corretas e socialmente justas.

O programa possui as seguintes modalidades de apoio:

•Floresta em Pé: Pagamento por florestas conservadas e elegíveis para essa modalidade, podendo ser reconhecidos para fins de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) até 10 hectares por propriedade rural;

•Regeneração Natural: Aquisição de insumos necessários ao isolamento de uma área para que ocorra a sua recuperação natural, e Pagamento pelos Serviços Ambientais (PSA) gerados;

•Recuperação com Plantio: Aquisição de insumos necessários para o plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica e Pagamento pelos Serviços Ambientais;

•Sistemas Agroflorestais: Aquisição de insumos necessários para implantação de sistemas que combinam espécies florestais com culturas agrícolas como café, cacau, palmito, banana, dentre outras;

•Sistemas Silvipastoris: Aquisição de insumos necessários para implantação de sistemas que combinam árvores com pastagens;

•Floresta Manejada: Aquisição de insumos necessários para implantação de culturas florestais para o manejo florestal (sem corte raso).

Valedoitaunas

Foto: Divulgação



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