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Projeto Microbacias iniciado em Aracruz há mais de três décadas, impulsiona metas de água da Suzano

22 de março de 2026

Iniciativa pioneira gera dados científicos sobre a relação entre floresta e água e apoia compromissos da companhia para aumentar a disponibilidade hídrica até 2030

Projeto Microbacias iniciado em Aracruz há mais de três décadas, impulsiona metas de água da SuzanoMicrobacia hidrográfica monitorada pela Suzano no Espírito Santo – Foto: Divulgação

No contexto do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a Suzano destaca os avanços do Projeto Microbacias, que há 32 anos contribui para o entendimento da relação entre floresta e recursos hídricos e apoia a gestão sustentável da água nas regiões onde a companhia atua.

Criado em 1994, na então Aracruz Celulose e Papel, o projeto nasceu com o objetivo de compreender como o manejo florestal influencia a disponibilidade e a qualidade da água. Ao longo das décadas, a iniciativa evoluiu e hoje conta com uma rede de 15 microbacias monitoradas em diferentes regiões do país, incluindo áreas no Espírito Santo.

“As microbacias são unidades naturais da paisagem que permitem entender o balanço hídrico, ou seja, como a água entra e sai do sistema e como o uso do solo impacta essa dinâmica. Isso torna essa escala ideal para o planejamento e a gestão dos recursos hídricos”, explica Lara Garcia, P&D em Sustentabilidade na Suzano.

Por meio de monitoramento contínuo (medições de vazão dos rios, lençol freático, umidade do solo e qualidade da água) o projeto gera uma base robusta de dados hidrológicos. Essas informações permitem acompanhar os efeitos do manejo florestal e das variáveis climáticas ao longo do tempo, apoiando decisões mais assertivas.

“O trabalho é essencial para a mitigação de riscos e para a geração de valor sustentável, tanto para a empresa quanto para a sociedade. Eles subsidiam decisões estratégicas e fortalecem o planejamento na escala das bacias hidrográficas”, destaca Lara.

Mais de 30 anos de pesquisa aplicada

Nestes 32 anos de atuação, o Projeto Microbacias acumulou aprendizados relevantes, como a construção de séries históricas consistentes sobre a qualidade da água e o desenvolvimento de indicadores ambientais. Os estudos também trouxeram evidências sobre a importância de práticas como o mosaico de idades das florestas, a preservação de matas ciliares e o manejo pós-colheita para a disponibilidade hídrica.

Além disso, o projeto já resultou em dezenas de publicações técnico-científicas e contribui para o avanço do conhecimento sobre os efeitos do manejo florestal e das mudanças climáticas nos recursos hídricos.

Impacto direto na gestão da água

Na prática, os dados gerados subsidiam decisões estratégicas da Suzano relacionadas ao manejo florestal e à gestão do território. As informações apoiam, por exemplo, a definição de bacias hidrográficas críticas, a priorização de técnicas para aumento da disponibilidade hídrica e o diálogo com o setor e a sociedade. Tudo isso acaba contribuindo ainda para certificações florestais e para o fortalecimento de práticas sustentáveis baseadas em evidências científicas.

Ciência que sustenta metas da Suzano

Todo o conhecimento acumulado com o Projeto Microbacias é um dos pilares que sustentam os Compromissos para Renovar a Vida, conjunto de metas de longo prazo da Suzano. Entre eles, o compromisso de aumentar a disponibilidade hídrica em 100% das bacias consideradas críticas até 2030, por meio da adoção de práticas de manejo florestal mais eficientes e sustentáveis.

“O resultado que conseguimos com as pesquisas foi essencial para que a empresa assumisse metas ambiciosas relacionadas à água. Trata-se de um exemplo que combina inovação e sustentabilidade com geração de valor compartilhado, o que reforça um dos direcionadores de cultura da Suzano: ‘só é bom para nós se for bom para o mundo’”, afirma Lara.



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