Home - Brasil - Presidência do STM participa da campanha do Movimento Mais Mulheres...

Presidência do STM participa da campanha do Movimento Mais Mulheres na Política

26 de março de 2026

Presidência do STM participa da campanha do Movimento Mais Mulheres na PolíticaFoto: Divulgação

A Presidência do Superior Tribunal Militar (STM), por meio do Observatório Pró-Equidade da Justiça Militar da União (JMU), aderiu ao Movimento Mais Mulheres na Política e vai disponibilizar estrutura tecnológica para a coleta de assinaturas digitais à proposta de Projeto de Lei de Iniciativa Popular que visa ampliar a presença feminina nos legislativos do Brasil.

Para ser encaminhada à apreciação do Congresso Nacional, a proposta precisa reunir mais de 1,5 milhão de assinaturas de eleitores brasileiros. O apoio popular dá força e relevância a um projeto de lei, mas não dispensa sua votação e aprovação pelos deputados e senadores.

A plataforma para o recebimento de assinaturas será instalada no site oficial do STM a partir de 25 de março durante a 3ª Audiência Pública do Observatório Pró-Equidade, que ocorrerá no mesmo dia, no auditório da Corte.

A presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, afirmou que a participação do Tribunal na campanha do Movimento Mais Mulheres na Política representa uma forma de o Estado cumprir compromissos constitucionais e enfrentar desigualdades históricas.
“Acho que é obrigação do Estado, de todas as suas instituições, Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, concretizar promessas constitucionais, concretizar direitos fundamentais que vêm sendo postergados há tantos anos”, disse, pontuando que a dívida histórica do Brasil com as mulheres exige ações concretas voltadas à construção de uma sociedade mais igualitária.

A proposta do Projeto de Lei de Iniciativa Popular é reservar para as mulheres 50% das cadeiras nas casas legislativas do país – Câmara dos Deputados, assembleias estaduais e câmaras municipais – com uma cota destinada às mulheres negras. A paridade de gênero é inspirada na experiência da Argentina, que conquistou essa igualdade em 2019, e de outros países latino-americanos e europeus.

As mulheres representam 51% da população brasileira, sendo mais de 20% mulheres negras, mas ocupam apenas 17% dos mandatos legislativos. O Brasil aparece na 133ª posição entre 183 países em ranking internacional de representação feminina parlamentar e figura entre os últimos colocados na América Latina e no Caribe, segundo dados da ONU.

Para a ministra Maria Elizabeth, esse cenário evidencia fragilidades da democracia brasileira e reforça a necessidade de mudanças que possam garantir maior equilíbrio e efetividade na representação política.

“Eu tenho apoiado a ideia da paridade já há muito tempo, e defendi inclusive na COP30, porque só a paridade pode, de alguma forma, apontar caminhos mais promissores nos parlamentos, com a visão mais ampla, inclusiva e igualitária que as mulheres têm em todas suas atuações”, afirma a presidente do STM.

Para este cenário se tornar uma realidade, ela defende também medidas e mudanças estruturais, como a correta distribuição do fundo eleitoral e o comprometimento dos partidos com as candidaturas femininas.



banner
banner