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Polícia Científica do Espírito Santo ultrapassa marca de 200 perfis genéticos por 100 mil habitantes

18 de março de 2026

Polícia Científica do Espírito Santo ultrapassa marca de 200 perfis genéticos por 100 mil habitantesFoto:  Divulgação

A Polícia Científica do Estado do Espírito Santo (PCIES), por meio do Laboratório de DNA Forense (LABDNA) do Instituto de Laboratórios de Análises Forenses (ILAF), ultrapassou a marca de 200 perfis genéticos cadastrados por cem mil habitantes. São perfis genéticos obtidos a partir de materiais coletados em locais de crime, vítimas de violência sexual, pessoas desaparecidas e seus familiares, além de condenados e custodiados, conforme legislação. O marco foi celebrado por meio de homenagem ao LABDNA realizada pela Polícia Federal, responsável pela coordenação da Rede Integrada de Perfis Genéticos (RIBPG).

Atualmente, o Banco Estadual de Perfis Genéticos do Espírito Santo (BEPG-ES) conta com 9.646 perfis genéticos cadastrados, que integram a base nacional.

Desse total: 7.778 são de condenados; 748 correspondem a vestígios coletados em locais de crime; 533 são de restos mortais não identificados; 405 estão relacionados a pessoas desaparecidas (familiares e da própria pessoa); e 11 são de pessoas vivas de identidade desconhecida.

O banco capixaba já contribuiu para mais de 86 investigações policiais e possibilitou a identificação de 30 pessoas desaparecidas.

De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Rede Integrada de Perfis Genéticos conta, em março de 2026, com 272.275 perfis genéticos cadastrados em todo o país. Até o momento, 726 pessoas desaparecidas foram identificadas nacionalmente por meio da rede. Em números absolutos de inserções, o Espírito Santo ocupa a nona posição entre os estados brasileiros.

A homenagem concedida pela Polícia Federal reconhece o desempenho da equipe capixaba e a contribuição da Polícia Científica para a ampliação da rede nacional, considerada uma ferramenta estratégica para a elucidação de crimes e identificação de pessoas desaparecidas.

Segundo a perita-chefe do Laboratório de DNA Forense, Bianca Bortolini Merlo, o reconhecimento reforça o compromisso técnico da equipe. “Esse resultado reflete o trabalho contínuo do laboratório na produção de perfis genéticos com qualidade e dentro dos padrões exigidos pela rede nacional. A integração entre os estados fortalece a segurança pública e a identificação de pessoas desaparecidas”, destacou.

O LABDNA foi criado em 2006 e, em julho deste ano, completará 20 anos de atuação. Já a Rede Integrada de Perfis Genéticos foi iniciada em 2009, com a participação inicial de alguns laboratórios estaduais.

No Espírito Santo, o Banco Estadual de Perfis Genéticos (BEPG-ES) foi instituído em 2014, passando a integrar a rede nacional. Atualmente, o banco é coordenado pela perita oficial criminal Carolina Mayumi Vieira e reúne perfis genéticos obtidos a partir de materiais coletados em locais de crime, vítimas de violência sexual, pessoas desaparecidas e seus familiares, além de condenados e custodiados, conforme legislação.

Para mais informações sobre a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, consulte: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-seguranca/seguranca-publica/ribpg



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