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Pequenos negócios iniciam o ano em ritmo lento, aponta ISM

25 de fevereiro de 2026

Índice SumUp do Microempreendedor reflete ajuste pós-festas no cenário nacional, com desempenhos regionais heterogêneos

Pequenos negócios iniciam o ano em ritmo lento, aponta ISMFoto: Reprodução

A média da atividade econômica dos micro e pequenos negócios no Brasil começa o ano em ritmo lento, como de costume para esse período, de acordo com a média histórica dos dados do Índice SumUp do Microempreendedor (ISM). O indicador nacional marcou 88,76 pontos, o que representa uma queda de 20,71% na comparação mensal e recuo de 8,40% em relação a janeiro de 2025. O resultado reflete especialmente uma queda na economia do estado de São Paulo, a que proporcionalmente mais influência no índice.

“O início do ano costuma ser marcado por um ajuste natural do consumo, à medida que as famílias reorganizam o orçamento após as despesas concentradas no último trimestre”, explica Lilian Parola, economista e diretora de Mercado de Capitais e Tesouraria da SumUp para a América Latina. “Ainda assim, é importante observar que o índice permanece em patamar compatível com um nível saudável de atividade, indicando que os pequenos negócios seguem operando com resiliência.”

Segundo a economista, o cenário macroeconômico segue impondo desafios adicionais. “Fatores como o custo do crédito e o comportamento mais cauteloso do consumidor no início do ano impactam diretamente o desempenho dos microempreendedores. Por outro lado, estados com economias locais mais aquecidas ou setores específicos em expansão conseguem sustentar resultados positivos, mesmo nesse contexto”, analisa.

Recorte por unidades federativas

Em São Paulo, o ISM marcou 83,14 pontos em janeiro, registrando queda de 22,87% frente a dezembro e retração anual de 8,58%. O desempenho reflete a desaceleração no maior mercado consumidor do país, típica do período pós-festas, com impacto mais intenso sobre o varejo e serviços.

O Rio de Janeiro apresentou maior estabilidade em relação a São Paulo. O índice ficou em 131,69 pontos, com leve recuo mensal de 1,24%, mas mantendo crescimento expressivo de 23,09% na comparação anual. O resultado indica um ambiente ainda dinâmico para os pequenos negócios fluminenses, sustentado por setores ligados a serviços e turismo.

Em Minas Gerais, o ISM atingiu 115,76 pontos, com alta mensal de 3,81% e avanço anual de 16,63%. O estado destoa da tendência nacional, demonstrando fortalecimento da atividade econômica no início do ano, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

A Bahia manteve trajetória de crescimento e alcançou 145,20 pontos em janeiro, com avanço de 19,58% em relação ao mês anterior e expressiva alta anual de 30,91%. O resultado reforça o bom momento dos pequenos negócios no estado, impulsionado pela diversificação econômica e pelo consumo local.

O Ceará voltou a se destacar entre os estados analisados. O ISM chegou a 165,01 pontos, com crescimento mensal de 9,23% e aumento anual de 37,98%, o maior entre as unidades federativas observadas. O desempenho consolida o estado como referência em expansão da atividade dos microempreendedores no início de 2026.



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