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Messias Donato pede ao TCU investigação sobre falhas do MEC em livros para alunos com deficiência visual

12 de fevereiro de 2026

Messias Donato pede ao TCU investigação sobre falhas do MEC em livros para alunos com deficiência visualFoto: Câmara dos Deputados

O deputado federal Messias Donato (Republicanos-ES) solicitou à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados que acione o Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar possíveis irregularidades nos contratos do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) voltados à produção e distribuição de livros didáticos acessíveis para estudantes com deficiência visual.

A iniciativa ocorre após relatos de falhas recorrentes na execução dos contratos, que incluem materiais com inadequações técnicas e atrasos significativos na entrega de livros em formatos essenciais, como braille, fonte ampliada, áudio e versões digitais compatíveis com leitores de tela. Na prática, milhares de alunos permanecem sem acesso ao conteúdo escolar básico, enquanto os recursos públicos já foram empenhados.

Na justificativa apresentada à Câmara, Donato afirma que a condução do programa revela indícios de má gestão e ausência de planejamento por parte do MEC. “O acesso ao material didático adequado é um direito fundamental. A ineficiência nessa política pública não apenas compromete o aprendizado dos estudantes, como também levanta suspeitas sobre o uso correto do dinheiro do contribuinte”, declarou.

O requerimento sustenta que eventuais falhas na aplicação dos recursos destinados à educação inclusiva podem caracterizar prejuízo pedagógico, social e financeiro, além de possível dano ao erário. O parlamentar aponta que a situação afronta princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a igualdade de oportunidades e o direito à educação, previstos na Constituição Federal e na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

No pedido ao TCU, Messias Donato requer a instauração de uma auditoria completa para avaliar a legalidade, a eficiência e a economicidade dos contratos firmados pelo MEC e pelo FNDE. O deputado também solicita a adoção imediata de medidas cautelares, caso sejam identificadas irregularidades, bem como a apresentação de um plano emergencial para suprir a ausência de materiais didáticos aos alunos prejudicados.

Entre os pontos levantados estão a exigência de um cronograma detalhado de entrega dos materiais por estado e município, a descrição da logística de produção e distribuição, a identificação dos fornecedores contratados e a implementação de medidas provisórias, como o fornecimento emergencial de materiais digitais acessíveis.

Além disso, o parlamentar pede a apuração de responsabilidades administrativas e civis de gestores públicos e empresas contratadas, caso sejam confirmadas falhas na execução dos contratos.

Para Donato, a atuação do Tribunal de Contas da União é indispensável diante do histórico de problemas na gestão de programas educacionais pelo atual comando do MEC. Segundo ele, políticas públicas sensíveis, como a educação inclusiva, não podem ser tratadas com improviso, descaso administrativo ou falta de transparência.

O requerimento aguarda agora deliberação da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, que deverá encaminhar a solicitação ao TCU para análise técnica.



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