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Malásia usou tinta que brilha no escuro nas estradas em vez de lâmpadas

29 de janeiro de 2025

Projeto provavelmente não ganhará sequência

Malásia usou tinta que brilha no escuro nas estradas em vez de lâmpadasTinta especial testada na Malásia – Foto: Paultan/Reprodução

Num esforço para melhorar a segurança rodoviária, a Malásia surpreendeu o mundo ao introduzir marcações rodoviárias que brilham no escuro, relata o The Straits Times. Este inovador projeto piloto foi aplicado em um trecho de 245 metros no distrito de Hulu Langat.

A tinta fotoluminescente substitui o uso de tachas refletivas e promete ótima visibilidade à noite, mesmo em condições climáticas adversas. O projeto, inaugurado em 2023, foi bem recebido pelos motoristas. Antes da implementação, esta estrada carecia de iluminação pública, o que dificultava a sua utilização durante a noite.

Segundo Alexander Nanta Linggi, ministro de obras da Malásia, a tinta gera brilho constante, o que pode ser fundamental em áreas rurais sem infraestrutura de iluminação. Apesar desses benefícios, o governo enfrenta um grande obstáculo: o custo dessa tecnologia é 20 vezes maior que o da tinta convencional, relata o portal Paultan.

A tinta utilizada custa aproximadamente 749 ringgits malaios (R$ 1.006) por metro quadrado, em vez dos 40 ringgits malaios (R$ 53,72) das marcas tradicionais. Ou seja, a tinta fotoluminescente custa cerca de 20 vezes mais. Este elevado custo levou o governo a reconsiderar a sua viabilidade para uma implementação mais ampla:

“O custo é muito alto, então provavelmente não continuaremos com as pistas que brilham no escuro [...] Fizemos testes, mas não satisfez os especialistas do ministério”. Disse Ahmad Maslan, vice-ministro de obras da Malásia.

Malásia usou tinta que brilha no escuro nas estradas em vez de lâmpadasDiferença da tinta comum para a tinta brilhante – Foto: Bernama via The Straits Times

Mesmo com testes sendo realizados e a população apoiando, o governo deu um passo para trás no final do ano passado. O caso da Malásia levanta questões sobre como equilibrar a inovação e os custos na concepção de infraestruturas públicas. O custo é um preço justo pela segurança? Pelo que parece, os governantes malaios não parecem dispostos a pagar tal preço.

(Fonte: IGN Brasil)



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