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Intenção de consumo das famílias no ES cresce e atinge maior nível para março em 11 anos

05 de abril de 2025

Indicador se manteve em um nível de satisfação superior à média do Sudeste e do Brasil, o que resulta em uma maior confiança dos consumidores no ambiente econômico do estado

Intenção de consumo das famílias no ES cresce e atinge maior nível para março em 11 anosFoto: Pexels

As famílias capixabas estão mais confiantes no ambiente econômico do Espírito Santo e, com isso, sua intenção de consumo cresceu em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O aumento foi de 1,1%, o suficiente para o indicador atingir o maior nível para março desde 2014, há 11 anos.

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) do Espírito Santo ficou em 110 pontos (acima de 100 é considerado satisfatório) e se manteve superior à média do Sudeste (103,9) e do Brasil (102,7), o que mostra essa confiança dos capixabas. Isso tende a resultar em uma maior disposição para o consumo e, consequentemente, um elevado volume de vendas no comércio.

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados do ICF, disponibilizados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Na comparação de março com fevereiro, houve leve queda de 2,3% no ICF. Mas, para a coordenadora de pesquisa do Observatório do Comércio, o Connect Fecomércio-ES, Ana Carolina Júlio, o indicador ainda é positivo por superar as médias nacional e do Sudeste e por chegar a um patamar que não era observador para o mês desde 2014.

“Após as compras de final de ano, além dos demais gastos do início de 2025 e do Carnaval, o varejo entra numa fase mais contida de vendas, tradicionalmente esperada, o que deve durar até as próximas datas comemorativas, quando as vendas são novamente aquecidas pela Páscoa e Dia das Mães. Por isso, é comum que as pessoas busquem reduzir os custos no início do ano para compensar as despesas anteriores”, explicou Ana Carolina Júlio.

Segundo a coordenadora, embora a queda mensal no consumo possa ser um reflexo de ajustes temporários ou fatores sazonais, o fato de ser a maior intenção de consumo dos últimos 11 anos sugere consumidores otimistas e dispostos a gastar mais quando melhores oportunidades surgirem e retomarem o fôlego para novas compras.

“Mesmo porque as condições, especialmente do mercado de trabalho, tendem a garantir essa retomada, já que o Espírito Santo apresentou a menor taxa de desemprego da série histórica no Estado (3,9%), segundo Relatório Connect sobre a Pnad. Vale lembrar que as condições do mercado de trabalho são essenciais para a segurança do consumo”, ressaltou.



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