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Intenção de consumo do capixaba alcança o maior nível desde 2014, no ES

01 de março de 2025

Indicador que avalia as famílias do Espírito Santo superou as médias do Sudeste e do Brasil, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido

Intenção de consumo do capixaba alcança o maior nível desde 2014, no ESFoto: Freepik

O consumidor capixaba está otimista com a economia e tem pretensão de ampliar seus gastos com compras e serviços. É o que mostrou o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) do Espírito Santo, que cresceu mais uma vez em fevereiro (0,5% em comparação a janeiro) e se manteve no nível de satisfação, com 112,6 pontos (acima de 100 é considerado satisfatório para o cidadão).

O ICF não atingia esse valor desde abril de 2014, quando chegou a 117,2 pontos. Ao avaliar fevereiro deste ano com o mesmo mês de 2024, o ICF capixaba registrou alta de 1,7%. Além disso, o indicador do estado foi superior à média do Sudeste (105,8) e do Brasil (104,5). Isso tende a resultar em um maior volume de vendas no comércio. Tanto na análise mensal como na interanual (comparação de fevereiro de 2024 com o mesmo mês de 2025), o ICF do país e do Sudeste apresentaram queda, enquanto o indicador capixaba se manteve crescente.

As informações são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados do ICF, disponibilizados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Ao avaliar os índices que compõem o ICF, o levantamento mostrou que a segurança do capixaba com relação ao emprego atual aumentou 1,2%, juntamente com o crescimento da avaliação da renda atual, que subiu 3,1%, e o acesso ao crédito, com alta de 0,6% em fevereiro.

Para a coordenadora de pesquisa do Observatório do Comércio, o Connect Fecomércio-ES, Ana Carolina Júlio, os dados indicam um crescimento na capacidade de consumo. Isso se deve ao mercado de trabalho capixaba aquecido, segundo ela, que fechou o ano de 2024 com a criação de 26 mil empregos formais no estado.

 “Além disso, a taxa de desemprego, que inclui mercado de trabalho formal e informal, de 3,9%, também é a menor desde o início da série histórica, em 2012. Esses dados ajudam a contextualizar a economia capixaba, apontando uma maior renda disponível para o cidadão. Vale destacar que o subíndice de nível de consumo atual cresceu 3,1%, o que também mostra uma maior satisfação com este momento”, explicou.

Comportamento

Para o 3º vice-presidente da Fecomércio-ES, José Carlos Bergamin, o comportamento de consumo do capixaba, de modo geral, está mudando. “Agora, ele busca equilíbrio as pessoas pensam no dia a dia, olhando para o futuro, mas sem se esquecer do presente. Assim, elas têm preferido não postergar as compras. Se tem a oportunidade, elas compram logo”, detalhou.

Outro ponto citado por Bergamin é a tranquilidade com relação ao futuro das pessoas que trabalham ou que têm renda. “Elas não estão olhando para frente com preocupações. Acreditam que o emprego vai continuar, que a renda não vai piorar. Em contraponto, há o problema de inflação, porque elas acham que os preços não vão abaixar, pelo contrário, vão subir. Então, para elas, se comprar agora é mais vantagem”, ressaltou.



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