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Homens também têm câncer de mama: a história do Filipe e o alerta para o diagnóstico precoce

04 de novembro de 2025

O câncer de mama masculino representa apenas 1% dos casos; informação ajuda a reduzir o preconceito e aumenta as chances de um diagnóstico precoce

Homens também têm câncer de mama: a história do Filipe e o alerta para o diagnóstico precoceFoto: Divulgação

O diagnóstico de câncer de mama é, em geral, associado ao universo feminino. No entanto, embora raro, ele também pode ser diagnosticado em homens. Quando o capixaba Filipe Jadyvsky, de 35 anos, sentiu uma dor incômoda na mama direita, jamais imaginou que pudesse ser algo grave. A busca rápida por atendimento médico foi o que permitiu que agora, três anos depois, ele estivesse livre da doença e contasse a sua história.

“Jamais imaginei que pudesse acontecer comigo. Quando senti uma dor na mama direita e percebi um caroço, pensei em tudo, menos no câncer de mama. No mesmo momento falei com a minha esposa e procuramos ajuda. Essa atitude fez toda a diferença”, conta Filipe.

A oncologista Gabriela Siano, da São Bernardo Samp, explica que o câncer de mama masculino representa cerca de 1% de todos os casos. “Em termos populacionais, estima-se que a cada 100 mulheres diagnosticadas, apenas um homem seja afetado. Apesar de incomum, é importante lembrar que homens também possuem tecido mamário e, portanto, podem desenvolver o mesmo tipo de câncer”, afirma.

Entre os sintomas mais comuns, estão nódulos ou endurecimento na região mamária – muitas vezes atrás do mamilo –, retração, secreção ou alterações na pele. A médica destaca que, embora o tumor possa ser mais perceptível, o diagnóstico costuma ser tardio.

“A falta de suspeita é o principal desafio. Os sintomas são muito semelhantes (ao das mulheres), a diferença é que, como o tecido mamário masculino é menor, qualquer alteração costuma ser mais perceptível. No entanto, isso não significa que o diagnóstico seja precoce, pois a falta de suspeita costuma atrasar a investigação. Por isso, qualquer alteração na região peitoral deve ser avaliada por um mastologista. O diagnóstico precoce é fundamental e aumenta as chances de cura”, alerta Gabriela.

Homens também têm câncer de mama: a história do Filipe e o alerta para o diagnóstico precoceFoto: Divulgação

Filipe passou por duas cirurgias – a primeira para retirada da mama direita, onde o câncer estava alojado, e a segunda, da mama esquerda, por prevenção. Depois, iniciou o tratamento com quimioterapia e uso contínuo de medicação oral. Hoje, ele realiza acompanhamento médico a cada três meses e celebra uma nova rotina de vida.

“Outubro é realmente um marco para nós, pois foi o mês que descobrimos o câncer de mama. Em 2025 faz três anos que estamos nessa caminhada. A fé em Deus e o apoio da família fizeram toda a diferença. Mudamos nossa alimentação, passamos a praticar atividade física regularmente e hoje temos mais qualidade de vida”, conta Scheila Jadyvsky, esposa de Filipe.

Informação que salva vidas

A oncologista da São Bernardo Samp Gabriela Siano reforça que, quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama tem taxas de cura semelhantes entre homens e mulheres. “Quando comparamos tumores do mesmo tipo e estágio, as taxas de cura são semelhantes. O mais importante é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado”, completa Gabriela.

Homens também têm câncer de mama: a história do Filipe e o alerta para o diagnóstico precoceFoto: Divulgação

Três anos após o diagnóstico, Filipe faz questão de compartilhar sua experiência para ajudar outros homens a estarem atentos aos sinais do corpo. “Nenhuma dor é normal. Qualquer alteração precisa ser investigada. Procurar o médico no início foi o que salvou minha vida”, afirma.

A história do Filipe reforça uma mensagem essencial: o câncer de mama também pode atingir os homens – e a informação é o primeiro passo para vencer o preconceito e salvar vidas.

“Muitos homens nem imaginam que possam ter câncer de mama, por isso o diagnóstico geralmente causa espanto e, às vezes, até certo desconforto. Falar sobre o tema é essencial. A informação ajuda a reduzir o preconceito e aumenta as chances de um diagnóstico precoce”, conclui a médica.



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