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Frotas com veículos parados podem perder até 49% de sua capacidade operacional no ano, revela novo relatório da Geotab

16 de julho de 2026

Estudo aponta o alto custo da ociosidade e os riscos de segurança na América Latina; inteligência de dados surge como chave para a eficiência e resiliência do setor

Frotas com veículos parados podem perder até 49% de sua capacidade operacional no ano, revela novo relatório da GeotabFoto: Divulgação

A Geotab, líder global em soluções para gestão de frotas, ativos e veículos conectados e insights baseados em inteligência artificial, lança seu relatório global, “Conduzindo entre resiliência e reinvenção”, que revela um desafio crítico para a eficiência das operações de transporte no Brasil: a subutilização de ativos. De acordo com os dados, os veículos comerciais foram utilizados, em média, apenas 186 dias em 2025, por cerca de 3,36 horas diárias. Isso representa uma perda massiva de capacidade operacional, que pode chegar a 49% para operações que funcionam 365 dias por ano.

Essa subutilização representa um custo silencioso, mas imenso. Custos fixos como seguros, depreciação, impostos e financiamentos continuam a ser debitados, mesmo com os veículos parados. Além disso, há o custo de oportunidade, ou seja, a perda de receita que cada caminhão ou van poderia estar gerando se estivesse em rota. Para uma empresa, é o equivalente a pagar por um recurso integral, mas usar apenas uma fração de seu potencial.

“O veículo mais caro de uma frota é aquele que fica parado. Os dados mostram que há uma enorme oportunidade para as empresas brasileiras otimizarem suas operações e, consequentemente, seu TCO (Custo Total de Propriedade)”, afirma Eduardo Canicoba, Vice-Presidente da Geotab Brasil. “Em um cenário de alta volatilidade econômica, usar inteligência de dados para redimensionar a frota e maximizar a utilização de cada ativo não é mais um diferencial, mas uma necessidade para a sobrevivência e competitividade do negócio.”

Segurança na América Latina: Risco elevado, mas com sinais de melhora

O relatório destaca que a América Latina, embora tenha registrado a maior taxa de colisões em 2021 (equivalente a 1,10 por milhão de quilômetros), conseguiu uma melhora respeitável nos últimos anos. Entre 2024 e 2025, a região viu uma redução de 8,3% nos índices de colisão.

Ainda assim, a segurança continua sendo um ponto de atenção. Ameaças como o roubo de caminhões e cargas seguem em ascensão, exigindo uma postura defensiva das frotas. O estudo aponta que a telemetria avançada funciona como uma "cobertura ativa", permitindo o planejamento de rotas seguras e o monitoramento em tempo real para acionar o suporte operacional imediatamente em caso de desvios ou entrada em zonas de risco.

“A tecnologia hoje nos permite passar de uma gestão reativa para uma segurança preditiva. Com a análise de dados e a Inteligência Artificial, podemos identificar os 10% de motoristas que representam maior risco e criar programas de treinamento focados e personalizados. É uma mudança de cultura que protege tanto o motorista, quanto a carga e o patrimônio da empresa”, explica Canicoba.

A tecnologia hoje nos permite passar de uma gestão reativa para uma segurança preditiva nas estradas. Com a análise de dados e a Inteligência Artificial, conseguimos identificar de forma precisa os 10% de motoristas com comportamento mais arriscado para criar programas de treinamento focados e personalizados. É uma mudança de cultura que melhora a condução ao volante, protege a vida do motorista e reduz consideravelmente o índice de colisões”.

O futuro é preditivo e flexível: O papel da IA e o caminho do Brasil na eletrificação

A grande tendência apontada pelo relatório é a transição da gestão de frotas  reativa para a gestão  preditiva, impulsionada pela Inteligência Artificial. Ferramentas como o assistente de IA Geotab Ace já permitem que gestores de frota façam perguntas em linguagem natural e recebam insights práticos para otimizar rotas, prever manutenções e reduzir o consumo de combustível.

O relatório também dedica uma análise ao caminho particular que o Brasil está trilhando rumo à eletrificação, destacando o desenvolvimento de veículos híbridos que combinam biocombustível (etanol) e motores elétricos. O estudo classifica essa abordagem como uma estratégia pragmática e flexível, que proporciona reduções imediatas de CO₂ enquanto a infraestrutura de recarga para veículos 100% elétricos ainda está em desenvolvimento no país.

Acesse o relatório completo aqui.



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