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Fim do voto para presos PL Antifacção avança com emenda do deputado federal Messias Donato

26 de fevereiro de 2026

Fim do voto para presos PL Antifacção avança com emenda do deputado federal Messias DonatoFoto: Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (24) o projeto de lei antifacção, considerado um marco no enfrentamento ao crime organizado no Brasil. A proposta aumenta penas para integrantes de organizações criminosas e milícias, e agora seguirá para sanção presidencial, fortalecendo a repressão às facções que controlam territórios e infiltram-se na política.

O deputado Messias Donato destacou a importância do projeto e a atuação de sua emenda:

“Não dá mais para fingir que o Brasil não vive uma verdadeira guerra contra o crime organizado. Este projeto precisa ser o marco inicial para arrancar as facções criminosas da política e do domínio de territórios inteiros do país. A proposta é clara endurecer penas, confiscar o dinheiro do crime e fortalecer de verdade as nossas forças de segurança. O relatório apresentado foi sério e corajoso. No entanto, no Senado, tentaram desfigurar o texto e enfraquecer as medidas de enfrentamento ao crime. Apesar disso, nossa emenda – apresentada por mim e pelo deputado Marcel Van Hattem – foi aprovada e altera o Código Eleitoral para proibir que presos, inclusive os detidos em regime de prisão provisória, possam votar, além de impedir o recebimento do auxílio-reclusão”.

O PL Antifacção estipula reclusão de 20 a 40 anos para crimes ligados a organizações criminosas, enquanto o favorecimento a essas facções será punido com pena de 12 a 20 anos. O projeto ainda determina que pessoas condenadas ou mantidas sob custódia até o julgamento sejam obrigatoriamente transferidas para presídios federais de segurança máxima caso exerçam liderança ou façam parte de núcleos de comando de organizações criminosas, milícias ou paramilitares.

Além disso, a proposta impede que dependentes de envolvidos em crime organizado recebam auxílio-reclusão durante o cumprimento da pena, reforçando a responsabilização e limitando benefícios indevidos. Com essas medidas, o projeto busca reduzir a influência de facções criminosas dentro e fora do sistema prisional, tornando o combate ao crime mais rigoroso e estruturado.

Para Messias Donato, a aprovação da emenda é um passo essencial para garantir que líderes criminosos não utilizem brechas legais para manter poder político ou econômico, ao mesmo tempo em que fortalece a atuação das forças de segurança e protege a sociedade de grupos que ameaçam a ordem pública.

Com a sanção presidencial, o PL Antifacção se tornará um marco legal no enfrentamento do crime organizado no Brasil, representando um endurecimento histórico das penas e a consolidação de medidas para restringir privilégios de criminosos que buscam minar a lei e a ordem.



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