Espírito Santo sedia Encontro Nacional de Pessoas Gestoras do Programa Plural
09 de julho de 2026O programa é voltado para políticas de diversidade, equidade e inclusão. O Sebrae/ES é o primeiro do país a ter uma agência preparada especialmente para atendimentos inclusivos
Gestores de 24 estados do Brasil participaram do Encontro Nacional de Pessoas Gestoras do Programa Plural – Foto: Divulgação/Sebrae-ES
O Espírito Santo recebeu, nos dias 2 e 3 de julho, cerca de 70 gestores do Sistema Sebrae de diferentes estados brasileiros para o Encontro Nacional de Pessoas Gestoras do Programa Plural 2026. Correalizado pelo Sebrae/ES, o evento reuniu representantes de unidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Bahia, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Alagoas e outros estados para compartilhar experiências, discutir desafios, padronizar demandas e construir as diretrizes que irão orientar as ações do Programa Plural em todo o país em 2027.
O encontro contou com as presenças do superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo; da gerente de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae Nacional, Geórgia Nunes; do gerente adjunto da mesma pasta, Eraldo Ricardo dos Santos; e coordenadora da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão e gestora nacional do Programa Plural, Gilvany Isaac; da gerente de Relações Institucionais do Sebrae/ES, Alline Zanoni; da gestora do Programa Plural no Sebrae/ES, Juliana Castro; da gerente de Gestão de Pessoas do Sebrae/ES, Jumara Martins; do gerente da regional Metropolitana do Sebrae/ES, Leonídio Pinheiro; entre outras lideranças do Sistema Sebrae.
A gerente de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae Nacional, Geórgia Nunes, comemorou a participação massiva de gestores do Plural vindos de todas as partes do Brasil – Foto: Divulgação/Sebrae-ES
No primeiro dia de programação, na Agência Plural, inaugurada no último mês de abril como a primeira unidade 100% Plural do Sistema Sebrae, localizada na Enseada do Suá, os participantes conheceram a estrutura do local, que foi criado para oferecer um atendimento mais acolhedor, acessível e inclusivo, debateram estratégias para ampliar o atendimento aos públicos historicamente sub-representados, compartilharam boas práticas desenvolvidas nos estados, discutiram projetos estruturantes, conheceram iniciativas capixabas voltadas à inclusão, diversidade e fortalecimento dos pequenos negócios e experimentaram comidas típicas do Espírito Santo, como a torta capixaba, a polenta e o café torrado da região das montanhas.
O evento contou com um painel dedicado à apresentação da Agência Plural e teve a gerente de Relações Institucionais do Sebrae/ES, Alline Zanoni, como apresentadora do case. Ela revelou que a criação da agência surgiu da percepção de que muitos empreendedores precisavam de um ambiente mais acolhedor para participar das atividades promovidas pela instituição. “Percebemos que precisávamos de um espaço onde as crianças pudessem permanecer enquanto as mães participavam de cursos ou atendimentos. Também identificamos a necessidade de uma sala reservada para acolher mulheres vítimas de violência, porque nossos projetos mostravam que muitas delas sequer conseguiam participar de treinamentos ministrados por homens em função dos traumas vividos. Portanto, precisávamos ampliar nossa atuação e oferecer um atendimento mais acolhedor”.
Alline Zanoni durante Encontro Nacional de Pessoas Gestoras do Programa Plural 2026 – Foto: Divulgação/Sebrae-ES
Alline também destacou que o projeto passou a despertar o interesse de outras unidades do Sebrae nacional. “Hoje já recebemos visitas de outros estados e São Paulo, por exemplo. Pensamos em um espaço que realmente oferecesse diferentes possibilidades de acolhimento, com ambientes multissensoriais e preparados para atender todas as pessoas. Quando surgiu o edital do Sebrae Nacional, apresentamos o projeto ao nosso superintendente, Pedro Rigo, que abraçou imediatamente essa ideia e hoje estamos colhendo os frutos dessa iniciativa”.
A gerente comentou também que a proposta da Agência Plural conversa diretamente com a promoção da equidade dentro da própria instituição. “Quando falamos de pluralidade, falamos de oportunidades para todas as pessoas. Recentemente tive a honra de ser a primeira mulher de carreira, após 19 anos no Sebrae, a assumir interinamente a Superintendência do Sebrae Espírito Santo. Isso representa uma oportunidade construída pelo mérito e pela competência. Precisamos ampliar cada vez mais a presença feminina nos espaços de liderança para construir organizações mais diversas, acolhedoras e humanizadas”.
Pedro Rigo falou sobre o novo momento do Sebrae/ES. O superintendente do Sebrae/ES afirmou que a Agência Plural simboliza uma mudança institucional que vai além da inauguração de uma nova unidade física. “Não foi apenas a inauguração de uma unidade. Foi a inauguração de um novo momento do Sebrae Espírito Santo. Além de criar um novo espaço e enfrentar todos os desafios do projeto, também tivemos o compromisso de trazer toda a equipe do Sebrae para esse propósito de construir uma instituição capaz de compreender toda a diversidade e, acima de tudo, seja acolhedora com todas as pessoas”.
Superintendente do Sebrae ES, Pedro Rigo – Foto: Divulgação/Sebrae-ES
Boas práticas para orientar as ações nacionais
Também foram apresentadas iniciativas e eventos realizados pelo Sebrae em diferentes estados voltados ao fortalecimento do empreendedorismo entre os públicos prioritários do Programa Plural, como mulheres empreendedoras, pessoas negras, população LGBTQIA+, pessoas acima dos 60 anos e empreendedores com algum tipo de deficiência.
Um dos principais objetivos do encontro foi transformar experiências bem-sucedidas desenvolvidas nos estados em ações estruturadas que possam ser implementadas em todo o Sistema Sebrae a partir de 2027. A coordenadora da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão e gestora nacional do Programa Plural, Gilvany Isaac, afirmou que o evento foi pensado justamente para construir soluções de forma colaborativa.
“Nosso objetivo é transformar tudo o que começamos a discutir aqui em ações concretas para 2027. Vamos sair deste encontro com propostas capazes de gerar impacto e escala no atendimento aos públicos do Programa Plural. Queremos identificar boas práticas, compartilhar iniciativas inovadoras, fortalecer soluções que já existem e ampliar parcerias estratégicas para que essas experiências possam ser replicadas em outros estados”.
Índice de Empreendedorismo Feminino no Brasil
Outro tema que ganhou destaque ao ser apresentado foi o Índice de Empreendedorismo Feminino, ferramenta inédita que está sendo desenvolvida pelo Sebrae para medir as condições encontradas pelas mulheres para empreender nos municípios brasileiros. A iniciativa já passou por cinco municípios-piloto e ainda passará por outros cinco antes de, futuramente, abranger todos os 5.569 municípios do país, criando um diagnóstico que servirá de base para políticas públicas e estratégias voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo feminino.
Para a gerente de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae Nacional, Geórgia Nunes, o índice permitirá compreender a realidade das empreendedoras brasileiras de maneira inédita. “O Sebrae faz questão de ter um posicionamento mais diverso, inclusivo e acolhedor. O Índice de Empreendedorismo Feminino será o nosso BI do Brasil inteiro. Estamos trabalhando inicialmente com dez municípios-piloto e vamos construir esse diagnóstico em parceria com os órgãos públicos locais para depois ampliar o projeto para todos os municípios brasileiros. Queremos compreender como essas mulheres empreendem, quais são suas dificuldades, quais condições favorecem seus negócios e como esse cenário evolui ao longo do tempo. Esse diagnóstico será fundamental para orientar as ações do Sebrae Delas”.
Resgate de uma cultura ancestral
Ao término do primeiro dia de evento, cada participante recebeu como lembrança uma Boneca Negra produzida pela artesã capixaba Valéria Afonso, da Comunidade Quilombola de Monte Alegre, em Pacotuba, Cachoeiro de Itapemirim. Confeccionadas a partir de materiais reaproveitados, as peças carregam histórias de identidade, pertencimento, ancestralidade e valorização da cultura quilombola capixaba.
Inspiradas na força das mulheres negras e na memória coletiva da comunidade, as bonecas preservam saberes transmitidos entre gerações e simbolizam os princípios que nortearam o Encontro Nacional de Pessoas Gestoras do Programa Plural: diversidade, inclusão, respeito às diferentes trajetórias e fortalecimento do empreendedorismo como instrumento de transformação social.
Imersão em experiências capixabas
No segundo dia do encontro, os gestores participaram de visitas técnicas a iniciativas apoiadas pelo Sebrae/ES que representam, na prática, os princípios defendidos pelo Programa Plural. O roteiro incluiu visitas à comunidade de Goiabeiras, às tradicionais Paneleiras e ao Instituto Mão na Massa, no bairro Jesus de Nazareth, proporcionando aos participantes contato com experiências ligadas ao empreendedorismo, à economia criativa, ao desenvolvimento comunitário e à valorização da cultura capixaba.
Gestores do programa Plural em 24 estados vivem uma imersão no bairro Jesus de Nazareth – Foto: Divulgação/Sebrae-ES
Instituto Mão na Massa transforma vidas por meio do empreendedorismo
A presidente do Instituto Mão na Massa, Fernanda Pereira, assumiu a liderança da organização a pedido da mãe, Maria Helena Pereira do Nascimento, primeira agente comunitária do bairro Jesus de Nazaré. Com essa experiência, dona Maria viveu de perto as necessidades da comunidade e iniciou um trabalho que mudaria a história local. Em 2020, durante a pandemia, a instituição distribuiu 25 mil máscaras para a população e a progenitora acabou falecendo, em decorrência da Covid-19.
Entre muitos desafios, Fernanda assumiu o legado e buscou ajuda. Com o apoio do Sebrae/ES, o instituto estruturou iniciativas voltadas ao desenvolvimento local. Entre elas estão ações de educação, cultura e empreendedorismo para fortalecer a comunidade pesqueira local, além de uma rádio comunitária que reúne cerca de mil ouvintes.
Seis anos depois, Fernanda comemora a transformação da comunidade e projeta novos avanços. “Sou uma menina negra, da periferia, e vou transformar muitas vidas. Hoje o instituto é meu sonho, minha vida. O legado que quero deixar é o amor. Falta empatia para compreender as diferenças. O maior aprendizado dessa trajetória foi pedir ajuda. Foi assim que cheguei até aqui e tenho muito orgulho de compartilhar essa história com pessoas de todo o Brasil”, afirmou.
Fundado em 1999, o Instituto Mão na Massa Também realiza o tradicional Festival de Pescados e Frutos do Mar de Jesus de Nazareth. A sede fica na Rua Helena Muller, nº 131, em Vitória.
Paneleiras: Patrimônio vivo da cultura capixaba
Berenicia Correa Nascimento, presidente da Associação das Paneleiras, destacou que a história das panelas de barro atravessa mais de quatro séculos. A tradição reúne influências indígenas e africanas e é transmitida de geração em geração, tornando-se um símbolo de memória, trabalho feminino, resistência cultural e saber ancestral.
“Muitas pessoas acham que fazemos panelas porque não estudamos, mas isso é um engano. Foi com o dinheiro das panelas de barro que formamos advogados, pedagogos. Sabemos ler, sabemos escrever e hoje representamos o primeiro Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Estou muito feliz por recebê-los aqui”. As Paneleiras de Goiabeiras são um dos maiores símbolos culturais do Espírito Santo. Atualmente, cerca de 68 artesãs mantêm viva, de forma totalmente manual, a tradição da produção das panelas de barro em Vitória.
Centro de Referência do Artesanato Capixaba
O Centro de Referência do Artesanato Capixaba, inaugurado no dia 30 de junho, também fez parte do roteiro de visita técnica dos gestores do Programa Plural. A iniciativa do Governo do Estado em parceria com o Sebrae/ES e a Federação do Artesanato, foi criada para valorizar a cultura, qualificar profissionais e ampliar a oportunidade de negócios.
Alline Zanoni, gerente de Relações Institucionais do SebraeES; Ana Karla Macabu, gerente de Competitividade do SebraeES; Graça Reis (Feartes) e Clébia Pertene de Souza, Gestora do Centro de Artesanato Capixaba – Foto: Divulgação/Sebrae-ES
O espaço multifuncional congrega salas de oficinas, loja de artesanato, sala da Federação do Artesanato Capixaba e auditório. A gestora do Centro de Referência do Artesanato Capixaba, Clébia Pertene de Souza falou sobre a proposta da iniciativa. Ela contou que o espaço veio contemplar o artesanato capixaba e que artesãos de norte a sul do estado têm a oportunidade de expor seus produtos para a venda, após passarem por uma curadoria para garantir a qualidade e atender aos turistas que nos visitam.
“Temos mais de 40 mil artesãos no estado e mais de 15 mil com carteiras de artesãos. Recebemos formadores de opinião e buscamos ultrapassar barreiras e até mesmo alcançar outros países. Sabemos que os produtos capixabas são bem-vistos lá fora e se aumentarmos a qualidade dos produtos, naturalmente conquistaremos novos mercados.”
A presidente da Confederação Brasileira dos Artesãos (Conart) e Federação das Associações de Artesãos do Espírito Santo (Feartes), Graça Reis, estava presente durante a visita dos gestores do Sebrae e fez falou sobre os desafios e conquistas. “São 20 anos de esperança, de acreditar nesse governo e nessa parceria que nos deu tudo o que precisávamos para fazer esse Centro de Referência acontecer. Esse espaço foi feito para ajudar as famílias dos artesãos, trabalhamos em prol da coletividade”, afirmou.
Graça contou que os desafios são grandes, que é necessário dar visibilidade a esse trabalho e preservar a história dos artesãos. “Precisamos preservar a nossa identidade e manter esse legado. Estamos muito felizes, por estarem aqui. Vocês estão dando para nós uma força, uma energia, um reconhecimento, uma vez que levarão a nossa história para todo o Brasil.”
Vivências inspiraram novas formas de atuar
Em dois dias de troca de experiências e conhecimento, participantes compartilharam percepções e aprendizados que levarão para seus estados.
A diretora Administrativa e Financeira do Sebrae/MA Édila Silva relatou que o evento proporcionou trocar experiências, discutir o que é uma agência plural na parte teórica e viver a sensibilidade prática do dia a dia. Neste formato, foi possível observar além do que está escrito em um projeto, como entender a realidade do cotidiano dos funcionários, consultores e prestadores de serviços que interagem com as comunidades fazendo a diferença na vida das pessoas.
“Saímos um pouco do escritório, do nosso conforto para vivenciar as comunidades e cuidar das pessoas, que é a missão do Sebrae. Muitos não acreditam, mas quando somamos a força de vontade e a experiência do Sebrae conseguimos transformar a vida de pessoas e a forma como elas veem o empreendedorismo, assim como aconteceu na comunidade Jesus de Nazareth”.
Para o analista de RH do Sebrae/AL Michael Lynneker Nunes Lopes a prática vivenciada na imersão representou a força de vontade e de fazer acontecer. Ele explicou que o Sebrae desenvolve projetos, possui recursos e conta com o olhar do governo e do município. Todos esses aspectos contribuem, mas quando se quer impactar e fazer a diferença o resultado é ainda melhor.
O que levo dessa experiência é a vontade incorporar tudo o que vivenciamos aqui no meu estado. Se conseguirmos ter esse olhar, como foi mostrado, entenderemos que não oferecemos apenas uma prateleira de cursos, mas que podemos adaptá-los às necessidades de cada comunidade e gerar a transformação.
Segundo Mariana Nunes Martins Araújo, analista técnica e gestora do Sebrae Delas do Sebrae/SE unir a teoria prática é ver o trabalho dos gestores ser materializado. A analista detalha que as discussões sobre indicadores, metas, novas estratégias, ver as boas práticas dos outros estados trouxeram novas ideias para implementar em seu estado.
“Vivenciar o trabalho que o Sebrae/ES faz com as comunidades, intensificando o artesanato, a pluralidade, a diversidade de pessoas empreendedoras para que prosperem é a nossa missão institucional. Levo tudo isso como uma inspiração, um novo gás para chegar no meu estado e correr atrás de parceiros para executar e ver as transformações que vimos aqui”.
Inclusão e empreendedorismo no centro da estratégia
A analista técnica e gestora estadual do Programa Plural, Juliana Castro, explicou que sediar o encontro nacional no Espírito Santo teve grande relevância, pois mostrou que as unidades de todo o Brasil, especialmente o Sebrae Nacional, têm interesse em conhecer as iniciativas desenvolvidas no estado.
“Mostramos como o empreendedorismo em áreas periféricas pode ser atendido pelo Sebrae, e isso é muito rico. O ponto de partida da escolha foi a Agência Plural. Fomos o primeiro estado a inaugurar uma agência nesse formato. Eles queriam entender como foi o processo, o que fizemos, não apenas do ponto de vista da edificação e da arquitetura, mas também da forma como promovemos a inclusão dos públicos sub-representados.”
Juliana contou que nove estados aderiram à proposta de implantar uma Agência Plural, mas, até o momento, apenas o Sebrae/ES concluiu a implantação, o que torna a unidade capixaba uma referência para o país.
“O Escritório de Diversidade, Acessibilidade e Inclusão representa um marco na forma de enxergar as pessoas. O Sebrae entende que o empreendedorismo é para todos e que, por meio dele, é possível transformar condições sociais e econômicas. Falamos de mulheres, pessoas negras, comunidades quilombolas, indígenas, população LGBTQIA+, pessoas 60+ e comunidades periféricas. A maioria desses públicos não percorre a mesma jornada, não tem as mesmas oportunidades e nem acessa as informações da mesma forma, por exemplo, que os homens. O Programa Plural não busca segregar, mas garantir que todas as pessoas tenham acesso ao empreendedorismo.”
Os próximos passos incluem dar continuidade à jornada, com a capacitação dos colaboradores para que estejam cada vez mais preparados para atender todos os públicos.
“O Sebrae Nacional apresentou diversas iniciativas previstas para este ano. Nós, da coordenação estadual, buscamos disseminá-las entre as unidades regionais, alcançando todas as regiões do Espírito Santo para que as ações estejam alinhadas a essas diretrizes. Esperamos que, no próximo ano, os projetos se fortaleçam ainda mais e ampliem os resultados construídos a partir deste encontro”.