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Espírito Santo mantém equilíbrio fiscal com crescimento da receita, recorde de investimentos e endividamento negativo

14 de julho de 2026

Resultados do primeiro quadrimestre de 2026 foram apresentados em audiência pública na Assembleia Legislativa

Espírito Santo mantém equilíbrio fiscal com crescimento da receita, recorde de investimentos e endividamento negativoPlenário da Assembleia Legislativa do Espírito Santo – Foto: Ascom/Sefaz

O Espírito Santo encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com resultados fiscais positivos, marcados pelo crescimento da arrecadação, recorde histórico de investimentos para o período e um dos menores níveis de endividamento do País. Os indicadores também apontam expansão das receitas acima do crescimento das despesas, manutenção de elevada poupança corrente e superação das metas fiscais estabelecidas para o período.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (13) pelo secretário de Estado da Fazenda, o auditor fiscal Benicio Costa, durante audiência pública promovida pela Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Espírito Santo mantém equilíbrio fiscal com crescimento da receita, recorde de investimentos e endividamento negativoSecretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa – Foto: Ascom/Sefaz

Entre janeiro e abril de 2026, a Receita Total Líquida do Estado alcançou R$ 11,2 bilhões, crescimento nominal de 23,5% em relação ao mesmo período de 2025. A arrecadação de ICMS, principal tributo estadual, registrou aumento nominal de 12,9%, impulsionada principalmente pelos setores de comércio, com crescimento de 20,1%, e de energia elétrica, com alta de 23,1%.

Entre as receitas não tributárias, a arrecadação com royalties e Participação Especial apresentou crescimento nominal de 56,8% no primeiro quadrimestre, na comparação com o mesmo período de 2025. O desempenho reflete, principalmente, a alta da cotação internacional do petróleo tipo Brent, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

No mesmo período, a despesa total paga de todos os Poderes apresentou variação nominal de 9,2%, inferior ao crescimento das receitas.

Outro destaque foi o desempenho da Dívida Consolidada Líquida, que em abril de 2026 correspondeu a -53,5% da Receita Corrente Líquida (RCL). O resultado negativo indica que o Estado possui disponibilidade financeira superior ao volume de sua dívida consolidada, situação bastante inferior ao limite de 200% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O Estado também alcançou o maior volume de investimentos para o período em toda a série histórica da última década. As despesas empenhadas em investimentos somaram R$ 2,2 bilhões, correspondendo a 8% da receita total do período, demonstrando a capacidade do Governo do Estado de ampliar obras, serviços e ações estruturantes sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

Outro indicador de destaque foi a poupança corrente, que atingiu 31,5% da Receita Corrente Líquida. O índice demonstra a capacidade do Estado de gerar recursos próprios para financiar investimentos e manter a sustentabilidade fiscal.

As metas fiscais também foram superadas. O resultado primário – diferença entre as receitas e despesas primárias – foi de R$ 712 milhões, acima do previsto para o período. Já o resultado orçamentário, correspondente à diferença entre a receita total e a despesa total liquidada, alcançou R$ 2,5 bilhões, reforçando o cenário de solidez das finanças estaduais.



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