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Espírito Santo cria 2.434 empregos formais em janeiro

24 de março de 2026

Espírito Santo cria 2.434 empregos formais em janeiroCidades fora da Grande Vitória concentram 83% das novas vagas e impulsionam saldo positivo do mercado de trabalho no estado. Destaque ficou com os setores de construção, indústria e serviços

Foto: Divulgação/Envato

O mercado de trabalho capixaba começou o ano no azul. Em janeiro de 2026, o Espírito Santo registrou a criação de 2.434 empregos formais, resultado da diferença entre admissões e desligamentos ao longo do mês. O dado sinaliza uma retomada do ritmo de contratações após o encerramento do ciclo típico de ajustes do fim de ano e mostra que diferentes setores da economia voltaram a ampliar seus quadros de funcionários.

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O levantamento revelou ainda um movimento importante na distribuição das vagas: o interior do estado respondeu por cerca de 83% dos novos postos de trabalho, com aproximadamente 2.022 empregos gerados. Já a Grande Vitória concentrou cerca de 17% do saldo positivo, mostrando que a expansão do emprego formal está mais espalhada pelo território capixaba.

Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o resultado indica que a dinâmica econômica de diversas regiões vem ganhando força. “Os dados mostram um movimento consistente de geração de empregos fora da Região Metropolitana. Isso reflete a diversificação das atividades econômicas no interior e o avanço de setores produtivos que vêm ampliando sua capacidade de contratação”, explicou.

Entre os setores que mais contribuíram para o saldo positivo, destacam-se atividades ligadas aos serviços (726), à construção (1.538) e à indústria (1.041), segmentos que tradicionalmente têm forte impacto na geração de empregos formais no estado. A expansão dessas áreas acompanha o crescimento de investimentos, com a demanda por obras e o aumento da circulação de serviços em diferentes regiões capixabas.

Para Spalenza, o desempenho do mercado de trabalho no início do ano também precisa ser analisado dentro do comportamento sazonal da economia. “Janeiro costuma refletir ajustes após as contratações temporárias de fim de ano, principalmente no comércio. Mesmo assim, o saldo positivo indica que a economia capixaba mantém capacidade de absorção de mão de obra”, avaliou.

O especialista também destacou que a interiorização das vagas pode gerar efeitos positivos no desenvolvimento regional. “Quando o emprego cresce fora dos grandes centros, há impacto direto na renda local, no consumo e na dinamização de pequenos negócios. Esse processo fortalece a economia regional e amplia as oportunidades para trabalhadores em diferentes municípios”, afirmou.

Vagas por município

Entre os municípios capixabas, o destaque na geração de empregos formais ficou com Aracruz, com saldo de 1.671 novos postos de trabalho, concentrados nos setores da indústria (891) e construção (567). Outras cidades que chamam a atenção fora da Grande Vitória são Linhares (203), Ibiraçu (138) e Anchieta (113). A capital capixaba também está no ranking de criação de empregos, com saldo de 442 contratações, além de Vila Velha, com 412.



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