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Empreender na terceira idade triplica renda, mostra estudo do Sebrae

28 de julho de 2026

Formalização também promove avanço na escolaridade

Empreender na terceira idade triplica renda, mostra estudo do SebraeFoto: Reprodução/TV Brasil

Quem formaliza um negócio e empreende na terceira idade pode triplicar a renda. É o que aponta o estudo Empreendedorismo Sênior Sob a Ótica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizado a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo do Sebrae mostra que, no quarto trimestre de 2025, os empreendedores 60+ formalizados atingiram o maior rendimento médio de toda a série histórica, iniciada em 2012. Em média, eles receberam R$ 7.458, valor mais de três vezes superior ao rendimento de empreendedores informais (R$ 2.152).

De acordo com o estudo, a formalização não apenas eleva a renda no curto prazo, mas amplia o retorno ao longo de todo o ciclo de vida do empreendedor e promove avanços na escolaridade dos empreendedores sêniores.

Entre 2012 e 2025, a proporção desses donos de negócio sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu 22 pontos percentuais, de 68% para 46%. A parcela com ensino médio completo ou mais passou de 24% para 42%, avanço de quase 19 pontos percentuais.

“O Brasil tinha 4,5 milhões de empreendedores sêniores no quarto trimestre de 2025, alta de 59% frente a 2012. Apesar desse crescimento, o universo de empreendedores acima dos 60 anos ainda representa apenas 15% do total de donos de negócios, enquanto a população sênior corresponde a 20% de todos os brasileiros em idade ativa”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

Perfil

Conforme os empreendedores envelhecem, cresce a participação como chefes de domicílio. Entre os jovens, a proporção é de 37% e entre os sêniores essa representatividade cresceu para 67%, no quarto trimestre de 2025. Na direção oposta, a condição de filho no domicílio, comum entre os mais jovens (35,5%), praticamente desaparece entre os idosos (0,7%).

Na série histórica, porém, a proporção de sêniores que ocupam a posição de chefe de domicílio recuou de 78%, em 2012, para 67%, em 2025. A queda foi acompanhada por um aumento na condição de cônjuge, que subiu de 18% para 27% no período.

Apesar dos avanços em escolaridade e renda, o estudo aponta que os empreendedores sêniores foram o grupo etário com menor progresso em formalização e proteção previdenciária na última década.

Entre 2015 e 2025, a formalização entre os empreendedores 60+ avançou pouco mais de 2 pontos percentuais, ante 7,5 pontos percentuais entre os jovens e aproximadamente 7 pontos percentuais entre os adultos.

(Fonte: Agência Brasil)



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