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É só uma virose? Entenda quando uma infecção respiratória pode evoluir para pneumonia

28 de julho de 2026

Nem todo quadro respiratório evolui para uma complicação, mas alguns sinais exigem avaliação médica; Pneumologista explica quando é necessário buscar ajuda

É só uma virose? Entenda quando uma infecção respiratória pode evoluir para pneumoniaFoto: Divulgação

Febre, tosse, coriza, dor no corpo e aquele mal-estar que derruba. Diante desses sintomas, é comum ouvir: “é só uma virose”. Na maioria das vezes, de fato, as infecções virais melhoram sozinhas. Mas nem sempre. A evolução do quadro e o surgimento de alguns sinais de alerta podem indicar que é hora de procurar atendimento médico.

O termo “virose”, explica o pneumologista Fabrício Smiderle, da São Bernardo Samp, é usado para se referir a qualquer doença causada por um vírus. “Existem centenas de vírus diferentes que podem provocar sintomas semelhantes, como febre, dor no corpo, coriza, dor de garganta, tosse, diarreia e vômitos”, esclarece.

Entre os vírus respiratórios mais frequentes estão os causadores da gripe, da Covid-19, o vírus sincicial respiratório (VSR) e os rinovírus, responsáveis pela maior parte dos resfriados. Como os sintomas são parecidos, nem sempre é possível identificar o vírus apenas pela observação do quadro.

“Se houver piora da febre, falta de ar, dor no peito ou uma melhora inicial seguida de nova piora, é fundamental procurar avaliação médica, pois esses podem ser sinais de uma pneumonia”, alerta Smiderle.

Como identificar a pneumonia

A pneumonia é uma infecção que atinge os alvéolos pulmonares, estruturas responsáveis pelas trocas de oxigênio. Quando eles acumulam secreções e células de defesa, a respiração pode ficar comprometida. Febre, tosse, catarro, dor no peito e falta de ar estão entre os sintomas mais comuns. O diagnóstico começa pela avaliação médica e pode incluir exames como o raio X de tórax. Em situações específicas, também podem ser solicitados tomografia e exames de sangue.

“A história dos sintomas e o exame físico costumam levantar uma forte suspeita de pneumonia, principalmente quando o paciente apresenta febre, tosse, catarro e alterações na ausculta dos pulmões. Mas é importante esclarecer que não existe ‘princípio de pneumonia’: a pessoa tem pneumonia ou não tem. Quando ainda há dúvidas sobre o diagnóstico, o caminho é acompanhar a evolução do quadro, reavaliar o paciente e, se necessário, solicitar exames complementares para confirmar ou descartar a doença”, explica o pneumologista da São Bernardo Samp.

Quando procurar atendimento

A maioria das infecções respiratórias melhora com o passar dos dias, mas alguns sinais indicam que a avaliação médica não deve ser adiada. Falta de ar, dor no peito ao respirar, febre alta persistente ou que retorna após um período de melhora, confusão mental, sonolência excessiva, lábios ou pontas dos dedos arroxeados e dificuldade para se alimentar ou se hidratar são sinais de alerta.

“Também merece atenção aquela tosse que não melhora ou que vem acompanhada de piora do estado geral. Em crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, esses sinais podem aparecer de forma mais discreta. Nesses grupos, é sempre melhor procurar atendimento mais cedo do que esperar o quadro se agravar”, afirma Smiderle.

A prevenção também ajuda a reduzir o risco de complicações. Manter a vacinação em dia, especialmente contra gripe e pneumococo, lavar as mãos com frequência, não fumar e controlar adequadamente doenças crônicas são medidas importantes.

A recomendação é observar a evolução dos sintomas e não esperar que o quadro se agrave para procurar ajuda. Afinal, quando o assunto é pneumonia, identificar os sinais e iniciar a avaliação precocemente pode fazer toda a diferença.

“A pneumonia pode, sim, ser uma doença grave, principalmente em idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas ou com a imunidade comprometida. Mas isso não significa que toda pneumonia seja grave. Quando diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada, a maioria dos pacientes evolui muito bem”, conclui o médico.



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