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Do campo ao mercado internacional: Nater Coop amplia presença do café capixaba no exterior

24 de outubro de 2026

Somente este ano, cooperativa já exportou o grão para 17 países; café e derivados representam 55,7% das exportações do agronegócio capixaba

Do campo ao mercado internacional: Nater Coop amplia presença do café capixaba no exteriorEm 2025, café e derivados responderam por 55,7% das exportações do agronegócio capixaba – Crédito: Divulgação

Além de posicionar o Espírito Santo como o segundo maior produtor do Brasil e o maior produtor nacional de conilon, o café é uma das principais conexões do estado com o mercado internacional. Dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) mostram que, em 2025, café e derivados responderam por 55,7% das exportações do agronegócio capixaba, com US$ 1,79 bilhão movimentados, mantendo o produto na liderança da pauta exportadora do setor. No mesmo ano, o agronegócio representou 30,7% das exportações totais do estado, com vendas de US$ 3,21 bilhões para 133 países.

A relevância da atividade também aparece no campo. A cafeicultura está presente em 69,7% das propriedades rurais capixabas e gera mais de 400 mil empregos diretos e indiretos. A cultura representa, ainda, mais de 50% do Valor Bruto da Produção Agropecuária estadual, de acordo com dados do Governo do Estado. No comércio exterior, o café mantém posição de destaque. Em 2025, o Espírito Santo exportou cerca de 5,4 milhões de sacas de café cru em grãos, que geraram US$ 1,57 bilhão, de acordo com levantamento da Seag. Os embarques reforçaram a presença do estado entre os principais produtores e exportadores brasileiros de café.

Cooperativa líder do agronegócio no Espírito Santo, a Nater Coop vem ampliando a presença dos cafés produzidos por seus cooperados no mundo. De acordo com a Unidade Estratégica de Negócios (UEN) da cooperativa, até setembro de 2026 ela já exportou a mercadoria para 17 países. Essa presença no mercado internacional auxilia produtores rurais a agregar valor e encontrar mercados vantajosos para o grão.

Da produção à exportação - Com mais de 25 mil cooperados no Espírito Santo e em Minas Gerais, a Nater Coop acompanha diferentes etapas da cadeia do café, da produção à exportação. Ela compra, beneficia, padroniza e comercializa cafés conilon e arábica e possui uma estrutura formada por seis armazéns e dez pontos de compra. A atuação no exterior começa antes do embarque. Cerca de 100 profissionais de assistência técnica orientam os produtores em temas como adubação, correção do solo, uso responsável de defensivos e irrigação.

Do campo ao mercado internacional: Nater Coop amplia presença do café capixaba no exteriorEste ano, Nater Coop exportou produto para 17 países – Crédito: Divulgação

A cooperativa mantém, ainda, 42 lojas agropecuárias, das quais 34 ficam no Espírito Santo e oito em Minas Gerais. E, em Santa Maria de Jetibá, inaugurou uma assistência técnica autorizada para drones agrícolas, voltada à aplicação de tecnologias de precisão no campo.

“Nosso papel é fazer o café do cooperado chegar ao mundo com qualidade e valor justo. Esse trabalho começa na lavoura, com orientação técnica e boas práticas, passa pelo recebimento, pela preparação e pela comercialização e chega à exportação. Quando conseguimos acessar novos mercados, ampliamos as possibilidades para o produtor e agregamos valor a uma produção que já tem reconhecimento pela qualidade. Sustentabilidade, para nós, também passa por manter a lavoura produtiva, preservar os recursos naturais e contribuir para que as famílias permaneçam no campo com renda”, afirma Marcelino Bellardt, CEO da Nater Coop.

Café: uma paixão mundial para celebrar - A dimensão internacional da atividade ganha destaque neste mês de outubro, quando se comemora o Dia Internacional do Café. A data começou a ser celebrada oficialmente em 2015, por iniciativa da Organização Internacional do Café (OIC), após decisão tomada pelos Estados-membros da organização em 2014. Em março deste ano, a Assembleia Geral das Nações Unidas também designou 1º de outubro como Dia Internacional do Café, por meio da Resolução A/RES/80/248. O documento reconhece a importância econômica, social e ambiental da atividade e destaca a contribuição da cadeia para os meios de subsistência e o desenvolvimento sustentável.

Do campo ao mercado internacional: Nater Coop amplia presença do café capixaba no exteriorDia Internacional do Café destaca importância econômica, social e ambiental da atividade – Crédito: Divulgação

Para o Espírito Santo, a data contribui para dimensionar uma atividade que combina produção rural, geração de renda, emprego, conhecimento e comércio exterior. Para a Nater Coop, representa também uma oportunidade de mostrar a trajetória dos cafés dos cooperados em uma cadeia produtiva que começa nas propriedades rurais e ultrapassa as fronteiras do estado e do país, alcançando consumidores em diferentes partes do mundo.



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