Home - Economia - Dia das Mães deve movimentar R$ 286,3 milhões no Espirito...

Dia das Mães deve movimentar R$ 286,3 milhões no Espirito Santo e marcar o segundo melhor resultado desde 2008

06 de maio de 2026

Crescimento previsto é de 3,1% em relação ao mesmo período de 2025. Expectativa é que o setor de vestuário e calçados lidere as vendas, com operação de R$ 129,7 milhões, o que representa 45% do consumo capixaba

Dia das Mães deve movimentar R$ 286,3 milhões no Espirito Santo e marcar o segundo melhor resultado desde 2008Foto: Divulgação/Envato

O Dia das Mães, uma das datas mais relevantes para o varejo, deve novamente aquecer o comércio do Espírito Santo. A expectativa para este ano é de que a data movimente R$ 286,3 milhões na Grande Vitória, com previsão de alcançar o segundo melhor resultado desde 2008 para o período.

O crescimento projetado é de 3,1% em relação a 2025, quando foram movimentados R$ 277,6 milhões, e confirma uma trajetória de expansão pelo terceiro ano consecutivo. Considerada o “segundo Natal” do comércio, a data mantém sua relevância estratégica porque estimula o fluxo de consumidores e renova estoques, além de intensificar a concorrência entre lojas físicas e plataformas digitais.

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo), com base nos dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o cenário é positivo, já que o aumento das vendas reforça a atividade do varejo e amplia a circulação de renda no estado.

A concentração das vendas deve ocorrer, principalmente, no setor de vestuário e calçados, que responde por 45% do consumo, e movimentar R$ 129,7 milhões. Em seguida, aparecem farmácias e perfumarias, com previsão de R$ 64,9 milhões e participação de 22%, impulsionadas pela procura por itens de cuidados pessoais e presentes mais acessíveis. O segmento de móveis e eletrodomésticos tem expectativa de vender R$ 33,6 milhões (12%), e as utilidades domésticas e eletroeletrônicos, R$ 29,8 milhões (10%).

Apesar do cenário favorável, o comportamento dos custos é heterogêneo. Enquanto o vestuário apresenta queda de preço, com deflação de -0,12% no mês e -1,23% no acumulado do ano na Grande Vitória, outros itens pesam no orçamento. Alimentos e bebidas registraram leve alta de 1,3% no mês e 2,47%. Artigos para residência também ficaram mais caros 0,75% no mês e 1,7% no ano.

“Esse cenário cria uma combinação de oportunidades e cautela. Há espaço para economizar em categorias como roupas e lazer, mas itens essenciais seguem pressionados, o que exige planejamento por parte das famílias”, avaliou Spalenza.

Os serviços de recreação apresentaram queda de 1,28% ao mês e de 0,47% ao ano, tornando opções de lazer mais acessíveis, enquanto os custos com transporte subiram 1,55% no mês. A alimentação fora de casa também teve leve recuo, o que pode favorecer comemorações em restaurantes.

Para o comércio, o momento representa oportunidade de crescimento, mas também de estratégia. A combinação entre renda e comportamento dos preços deve orientar tanto as decisões de compra quanto as ações promocionais do varejo. “Datas como o Dia das Mães continuam sendo fundamentais para sustentar o dinamismo do setor. A previsão é que os consumidores busquem custos acessíveis, mas sem deixar de presentear”, frisou Spalenza.



banner
banner