Da natureza à produtividade
20 de maio de 2026Uso de minerais, aminoácidos e extratos bioativos fortalece o desenvolvimento das culturas e amplia a competitividade da agricultura nacional
Foto: Divulgação
A agricultura brasileira é uma das mais competitivas do mundo, liderando as exportações globais de produtos como soja, café, algodão, açúcar e carne bovina, entre outros. Esse protagonismo é resultado da combinação de ciência, tecnologia e inovação aplicadas ao manejo agrícola em condições tropicais desafiadoras. “O equilíbrio na nutrição de plantas, por exemplo, se tornou fundamental para garantir maior produtividade, equilíbrio no desenvolvimento das culturas e melhor aproveitamento do potencial produtivo”, destaca o engenheiro agrônomo, Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica.
“A nutrição está diretamente ligada à eficiência fisiológica das plantas. Quando bem nutridas, elas apresentam maior vigor, melhor arquitetura e sistemas de defesa mais eficientes, refletindo em maior sanidade, tolerância a estresses e estabilidade de rendimento de produção ao longo das safras”.
O especialista da BRQ explica que importante parcela desse desempenho começa na transformação de recursos naturais em insumos agrícolas. Minerais, como fósforo rochas fosfatadas, potássio potássicas ou, calcário e silício, passam por processos que permitem sua utilização como fertilizantes ou e remineralizadores de solo, contribuindo para a reposição imediata ou gradual de nutrientes e para a melhoria das características químicas e físicas do solo. O mesmo ocorre com micronutrientes, como manganês e zinco, que passam por processos que aumentam sua disponibilidade e eficiência no campo.
“O caminho que vai da geologia ao campo, por meio da indústria de insumos, permite converter recursos naturais em nutrientes essenciais às plantas, ajustados às exigências das culturas e às características dos solos e ambientes de produção, ampliando a eficiência e uso racional de insumos. Esse é o nosso papel”, completa Bruno.
Outro destaque é o uso de aminoácidos de origem vegetal, animal ou microbiana, cada vez mais presentes em fertilizantes especiais e bioinsumos. Esses compostos potencializam a absorção e o aproveitamento de nutrientes. Na prática, representam uma ferramenta tecnologia de alto valor agregado para o agricultor tanto em cenários de alta produtividade ou como atenuador dos efeitos de condições climáticas adversas.
Extratos de algas e extratos botânicos também passaram a integrar estratégias modernas de manejo nutricional, fisiológico e fitossanitário. Ricos em compostos bioativos, como fitormônios, polissacarídeos e antioxidantes, eles promovem estímulos para crescimento, fotossíntese e resistência induzida a patógenos e à tolerância a estresses ambientais. Mais do que fornecer nutrientes, essas soluções atuam no equilíbrio fisiológico das plantas, promovendo maior eficiência produtiva.
Bruno Neves destaca, ainda, a importância da indústria de transformação para a integração de diversas matérias primas em fertilizantes especiais. “Formulações tecnicamente equilibradas, desenvolvidas a partir do conhecimento químico e agronômico, possibilitam entregar soluções mais eficientes, sustentáveis e alinhadas às demandas do agricultor. É nesse elo entre natureza, ciência e tecnologia que a agricultura brasileira segue construindo sua produtividade com responsabilidade e inovação”.
“Em um cenário de alta competitividade e margens cada vez mais ajustadas, o sucesso da agricultura brasileira é resultado direto do avanço tecnológico e da capacidade de transformar conhecimento em escala de produção, com eficiência e sustentabilidade”, conclui Bruno Neves.