Conceição da Barra, no ES, oficializa o peixe mero como patrimônio natural e símbolo do município
24 de março de 2026
Foto: Divulgação
O município de Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo, oficializou o peixe mero (Epinephelus itajara) como patrimônio natural e peixe-símbolo municipal. A medida foi aprovada pela Câmara de Vereadores e reforça ações de preservação de uma das espécies mais ameaçadas do litoral brasileiro.
A iniciativa está diretamente ligada à relevância ambiental da região, que abriga o maior berçário monitorado de meros do país. Nos manguezais do município, mais de 300 filhotes já foram identificados desde 2014, a partir do trabalho do Projeto Meros do Brasil, responsável pelo monitoramento da espécie e pela produção de conhecimento científico.
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No mesmo dia, foi inaugurada a Sala de Cultura Oceânica Meros, instalada no polo da Universidade Aberta do Brasil. O espaço é voltado à educação ambiental, à divulgação científica e à conscientização da população sobre a importância dos ecossistemas marinhos e costeiros.
O projeto é fruto de uma parceria entre o Projeto Meros do Brasil (patrocinado pela Petrobras), a Universidade Federal do Espírito Santo (UfesCeunes) e a Prefeitura de Conceição da Barra, com foco na preservação da espécie e do ecossistema marinho.
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Durante a agenda que marcou a oficialização da lei, o prefeito Erivan Tavares destacou a importância da medida para o município. “Estamos reafirmando nosso compromisso com a proteção da biodiversidade marinha, com a sustentabilidade e com a educação ambiental. Cuidar do mero é também preservar um patrimônio natural do município e garantir que as próximas gerações tenham acesso a essa riqueza”, afirmou.
As ações também contam com o apoio de pesquisas desenvolvidas pela Ufes, voltadas à conservação do mero, espécie criticamente ameaçada que utiliza os manguezais da região como área de reprodução e crescimento.
A região de Conceição da Barra inclui ainda a Área de Proteção Ambiental de Conceição da Barra (APACB), gerida pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), reforçando o papel estratégico do território na conservação da biodiversidade marinha.