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Comércio de rosas segue em alta mesmo sem festas por conta da pandemia

13 de maio de 2021

Comércio de rosas segue em alta mesmo sem festas por conta da pandemiaA rosa vulcão vem se destacando como a mais valorizada no mercado – Foto: Cláudia Costa

A beleza das rosas raras, as bicolores ‘Vulcão’ e ‘Paloma’, é que garante o sustento de três famílias e quatro colaboradores no vale de Santa Joana, em Itaimbé, interior de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo.

Um colorido que enche os olhos. Um perfume que conquista de longe. Em meio a tanta tristeza provocada pela pandemia do novo coronavírus, a família Boss pode se dizer privilegiada.

Comércio de rosas segue em alta mesmo sem festas por conta da pandemiaRoseiral com 13 mil pés de rosas raras garantem o sustento da família Boss, em Colatina  – Foto: Cláudia Costa

E o motivo é um roseiral com 13 mil pés de rosas raras! Super em alta no mercado, especialmente para a confecção de buquês, as rosas bicolores – vulcão e paloma – tem garantido a renda para as três famílias que vivem da agricultura familiar, além dos quatro colaboradores que se dedicam ao cultivo das flores.

Comércio de rosas segue em alta mesmo sem festas por conta da pandemiaA rosa bicolor é muito usada na confecção de buquês – Foto: Cláudia Costa

“São flores ornamentais com cores mais fortes e que estão em alta no mercado. O público não quer mais as cores com tons pastéis não. O maior destaque vai para a rosa vulcão: branca e vermelha”, explicou o agricultor Edinho Boss, com 15 anos de experiência no cultivo de flores ornamentais.

Comércio de rosas segue em alta mesmo sem festas por conta da pandemiaRosa vulcão é uma das mais procuradas – Foto: Cláudia Costa

A rosa alaranjada é outra cultivada pela família Boss e que tem um valor comercial mais elevado. Foi o próprio Edinho quem desenvolveu a espécie após comprar mudas em São Paulo. Junto com mais dois irmãos, as esposas e mais quatro colaboradores, o agricultor dá conta de um roseiral de 1,5 hectare com uma produção de 500 a 600 dúzias de rosas por semana. “Isso porque a demanda caiu na pandemia, mas mesmo assim conseguimos comercializar muito e agora com a estrada pronta o escoamento é bem mais rápido, o que nos ajudou bastante mesmo”, destacou Edinho.

Comércio de rosas segue em alta mesmo sem festas por conta da pandemiaBotão de rosa – Foto: Cláudia Costa

E a família tem visão empreendedora! Para atender o mercado, eles passaram a produzir o acabamento das flores usado para montar buquês de noivas e, além das rosas raras, cultivam também outras flores ornamentais como crisântemo, tango e aster.

O cultivo de flores no Espírito Santo tem se mostrado uma atividade com grande potencial e uma alternativa de geração de renda às famílias que vivem no meio rural.

“O cultivo de rosas é muito importante para a diversificação da agricultura familiar. Temos que desenvolver programas que estimulem a diversificação da agricultura nessa região, uma vez que o café conilon predomina e, geralmente, tem apenas uma colheita ao ano, ao contrário das rosas”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Paulo Foletto.

Comércio de rosas segue em alta mesmo sem festas por conta da pandemiaO secretário de Estado da Agricultura, Paulo Foletto ficou encantado com o trabalho realizado na propriedade da família Boss, em Colatina – Foto: Cláudia Costa

No Estado, 17 municípios se destacam pela produção de flores, que ocupa uma área de 163 hectares. A atividade gera mais de oito mil empregos em toda a cadeia produtiva, movimentando mais de R$ 10 milhões por ano.

Melhoria no deslocamento

A estrada que o agricultor Edinho se referiu é a Rodovia ES-446. A via possui 15,6 quilômetros de extensão e liga Colatina à localidade de Itaimbé.

“As condições não eram boas e a gente levava uma hora para chegar na feira de Colatina para vender nossas rosas. Agora gastamos 15 minutos e não tem mais quebradeira de carro. A pavimentação ajudou muita gente aqui!”, disse o agricultor Edinho.

O secretário de Estado da Agricultura, destacou a importância da estrada. “É uma rodovia que fortalece a regionalidade de Colatina. Além do produtor economizar no tempo do deslocamento, ele também reduz os gastos com combustível, na manutenção do veículo e ainda agrada mais o cliente com uma entrega mais rápida, o que também, permite uma melhor conservação do produto”, explicou Paulo Foletto.

Valedoitaúnas/Texto: Marcelle Altoé



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