Com apoio de Messias Donato, CPMI do Banco Master alcança 278 assinaturas e bate recorde no Congresso
04 de fevereiro de 2026
Foto: Câmara dos Deputados
O requerimento para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master foi protocolado nesta terça-feira, 3, com um total de 278 assinaturas – número considerado histórico no Congresso Nacional. A iniciativa pretende apurar denúncias e possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira.
Ao todo, o pedido conta com o apoio de 42 senadores e 236 deputados federais. De acordo com os articuladores da proposta, não há nenhuma assinatura de parlamentares do PT no requerimento.
O volume de adesões supera todos os registros anteriores de apoio parlamentar para a instalação de uma CPMI. A mobilização reflete a pressão por transparência e esclarecimentos sobre a atuação do banco e seus eventuais impactos sobre o sistema financeiro e os cofres públicos.
Entre os parlamentares que apoiaram a iniciativa está o deputado federal Messias Donato (Republicanos-ES). Segundo ele, a investigação atende a uma demanda da sociedade por rigor na apuração dos fatos.
“O Congresso não pode fechar os olhos para denúncias graves. A CPMI do Banco Master nasce com força inédita porque o Parlamento entendeu que é preciso ir até o fim. Vamos investigar tudo, doa a quem doer, e garantir que a verdade venha à tona”, afirmou.
Donato também destacou que o número recorde de assinaturas demonstra que o tema ultrapassou disputas partidárias.
“Quando 278 deputados e senadores assinam uma CPMI, fica claro que há um consenso mínimo: ninguém está acima da lei. O povo brasileiro quer respostas, e nós temos o dever de entregá-las”, acrescentou.
O caso Banco Master envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente em novembro de 2025 após a liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central. As investigações apontam suspeitas de fraudes financeiras com potencial prejuízo bilionário.
Segundo apurações preliminares, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) precisou provisionar mais de R$ 40 bilhões para cobrir perdas de clientes e credores após a quebra do banco.
A Polícia Federal também investiga possíveis relações do banqueiro com políticos, empresários e ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo o patrocínio de eventos e contratos institucionais. O caso é apurado no âmbito da Operação Compliance Zero, que trata de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Com o requerimento protocolado, a próxima etapa é a leitura oficial em sessão do Congresso Nacional, condição necessária para a instalação formal da comissão. A CPMI terá poderes para convocar autoridades, requisitar documentos e ouvir pessoas envolvidas nas denúncias.
A CPMI do Banco Master se consolida, assim, como uma das mais robustas iniciativas de investigação parlamentar dos últimos anos, tanto pelo número de assinaturas quanto pela repercussão política já observada em Brasília.