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Catalisador não é o único: 10 itens do seu carro que valem mais do que ouro

28 de julho de 2021

Catalisador não é o único: 10 itens do seu carro que valem mais do que ouroBicos injetores estão entre as peças que utilizam metais preciosos em um veículo além do catalisador, que virou alvo de furtos – Foto: Shutterstock

Responsável por neutralizar gases poluentes gerados pela combustão no motor de veículos, o catalisador virou alvo de furtos por conter metais preciosos, alguns mais valiosos do que o ouro. Contudo, saiba que a peça não é a única em um automóvel a trazer metais raros, caros e cobiçados.

Materiais como platina, paládio, ródio e irídio, presentes em catalisadores, podem ser encontrados em sensores e outros componentes do sistema de combustível. São utilizados por conta de características físico-químicas como resistência à corrosão e temperaturas extremas, bem como elevada condutividade de energia elétrica.

O engenheiro Carlos Sakuramoto, diretor de engenharia da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), destaca que boa parte dessa matéria-prima valiosa está nos sistemas de combustível e exaustão.

"A maioria dos sensores utilizados no sistema de combustível utiliza algum tipo de metal precioso", salienta Sakuramoto.

Dentre eles, o engenheiro destaca os sensores de posição do corpo de borboleta e do pedal do acelerador. Ele também informa que componentes como bomba de combustível, bicos injetores e até as velas de ignição contêm metais preciosos - neste caso, irídio.

O sensor de oxigênio, mais conhecido como sonda lambda, é outra peça automotiva que utiliza algum tipo de metal nobre. Feito para garantir o funcionamento ideal da injeção eletrônica de combustível, esse sensor traz conectores de platina, metal mais caro do que o ouro. O mesmo vale para os sensores de temperatura do gás de escape.

Catalisador não é o único: 10 itens do seu carro que valem mais do que ouroECU, o 'cérebro' do motor de carros modernos, usa irídio, material também presente em velas de ignição – Foto: Reprodução

Talvez você não saiba, mas microchips e equipamentos eletrônicos em geral também utilizam metais preciosos - em especial, o irídio. E isso se aplica à indústria automotiva, que inclusive tem tido a produção afetada pela escassez de semicondutores.

Em relação aos carros, a quantidade de chips utilizada é cada vez maior. Um dos mais importantes, aponta Sakuramoto, é a ECU, a central de controle do motor.

"Essa é uma peça que utiliza metais preciosos. Quanto mais eficiência você busca em determinado sistema do carro, mais material do tipo vai necessitar".

O caro material também está presente em relés e interruptores em geral, como do aparelho de ar-condicionado.

Carlos Sakuramoto destaca que a maior quantidade desses materiais está concentrada no catalisador e por isso o item tem sido furtado dos respectivos carros. No restante do veículo, o volume utilizado é pequeno e está disperso em diferentes partes, sem contar que os metais preciosos não são usados na forma pura e sim compondo liga com outros metais.

Ainda assim, destaca o engenheiro, a extração de produtos mais valiosos que o ouro é relativamente fácil, desde que se tenha os equipamentos adequados e o conhecimento para tal.

"Todo o processo de retirada envolve reações químicas e, portanto, deve ser realizado em laboratório".

Valedoitaúnas (UOL)



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