Home - Geral - Brasil registra menor número de casos de malária em quase...

Brasil registra menor número de casos de malária em quase 50 anos

18 de agosto de 2026

Redução de mortes causadas pela doença foi de 30% em 2025. Dados refletem o início da oferta de tafenoquina no SUS, medicamento que previne novas manifestações da malária

Brasil registra menor número de casos de malária em quase 50 anos61° Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília – Foto: Divulgação

O Brasil registrou 118.037 casos de malária contraídos no território nacional em 2025, 15% a menos que em 2024 e o menor número desde 1978. As mortes causadas pela doença registraram uma redução de 30% e, nos casos da forma mais grave, a queda foi de 30,7%. As mortes passaram de 56, em 2024, para 39 em 2025. Os dados refletem o início da oferta da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS), medicamento em dose única usado a partir de 2024 para prevenir novas manifestações da malária, além da ampliação do diagnóstico, da oferta de testes e do tratamento adequado.

Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira, 17 de agosto, durante o 61° Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília, pelo Ministério da Saúde. O evento reúne profissionais e pesquisadores para discutir doenças tropicais, entre elas, a malária. Foram abordadas ainda as metas do Brasil Saudável, que prevê eliminar ou reduzir doenças e infecções de transmissão vertical até 2030, incluindo a malária.

TRATAMENTO – Entre os principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS está a tafenoquina. Administrado em dose única, o medicamento tem ação prolongada e ajuda a evitar que a doença volte a se manifestar. Mais de 33,7 mil pessoas já utilizaram o medicamento até junho de 2026. Desse total, 3.920 tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Diferentemente de outras infecções, a malária causada pelo tipo mais comum pode voltar a se manifestar após o tratamento. Para enfrentar esse desafi o, o SUS passou a contar com a tafenoquina, medicamento administrado em dose única que atua sobre a forma do parasita que permanece no fígado e pode provocar novos episódios da doença. A inovação simplifi ca o tratamento, amplia as possibilidades de adesão e contribui para reduzir as recaídas, especialmente em comunidades de difícil acesso, como as indígenas.

FORMULAÇÃO PEDIÁTRICA – Desde março de 2026, a tafenoquina também está disponível em uma formulação para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o tratamento no país. A formulação pediátrica da tafenoquina está disponível em 54 municípios e 17 DSEIs. Mais de 2,4 mil profissionais de saúde foram capacitados para utilizar o medicamento.

BRASIL SAUDÁVEL – O plano Brasil Saudável, Unir para Cuidar reúne ações para eliminar ou reduzir, como problemas de saúde pública, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical até 2030. Entre elas estão tuberculose, hanseníase, HIV/aids, malária, hepatites virais, tracoma, oncocercose, doença de Chagas, esquistossomose, geo-helmintíases e filariose linfática, além das infecções de transmissão vertical por
sífilis, hepatite B, doença de Chagas, HIV e HTLV. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Saúde e envolve 14 ministérios.

Entre as certificações obtidas estão a eliminação da filariose linfática, em setembro de 2024, e da transmissão vertical do HIV, em dezembro de 2025. A estratégia também acompanha doenças que estão próximas das metas de eliminação, considerando critérios definidos por organismos internacionais de saúde.

(Fonte: Secom/PR)



banner
banner