Asma infantil exige atenção aos primeiros sintomas para prevenir crises graves
05 de julho de 2026Ministério da Saúde e especialistas orientam pais e responsáveis a reconhecerem os sinais da doença e manterem o tratamento contínuo para reduzir internações
Foto: Divulgação
A asma é uma das doenças crônicas mais frequentes entre crianças e adolescentes no Brasil e representa uma das principais causas de atendimentos de urgência e internações por problemas respiratórios. De acordo com o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), o diagnóstico precoce, o controle adequado da doença e a identificação rápida dos sinais de agravamento são fundamentais para evitar complicações e garantir melhor qualidade de vida aos pacientes.
Entre os principais sintomas de uma crise asmática estão chiado no peito, falta de ar, tosse persistente – especialmente durante a madrugada ou nas primeiras horas da manhã –, respiração acelerada, sensação de aperto no peito e dificuldade para realizar atividades simples, como brincar ou caminhar. Os especialistas alertam que, quando a criança apresenta grande esforço para respirar, dificuldade para falar, retração das costelas durante a respiração ou coloração arroxeada nos lábios e nas extremidades, o atendimento médico deve ser procurado imediatamente, pois esses são sinais de gravidade.
Segundo as orientações do Ministério da Saúde, as crises podem ser desencadeadas por infecções virais, mudanças bruscas de temperatura, poeira, ácaros, mofo, fumaça de cigarro, queimadas, pelos de animais e outros agentes alérgenos. Para reduzir os riscos, é recomendado manter os ambientes limpos, bem ventilados, evitar o acúmulo de poeira e eliminar a exposição ao tabagismo, uma vez que a fumaça do cigarro é um dos principais fatores de agravamento da doença, especialmente entre crianças.
A SBPT reforça que a asma não tem cura, mas pode ser controlada com acompanhamento médico regular e uso correto dos medicamentos prescritos. O tratamento preventivo, realizado de forma contínua, reduz significativamente o número de crises, as internações e a necessidade de atendimento de emergência. A entidade também destaca que bombinhas e inaladores, quando utilizados com orientação profissional, são seguros, eficazes e indispensáveis para manter a doença sob controle.
Especialistas ainda orientam que pais, responsáveis e profissionais das escolas estejam preparados para reconhecer rapidamente os sinais de uma crise asmática e saibam como agir até a chegada do atendimento médico. A informação, aliada ao acompanhamento contínuo da criança e à adesão ao tratamento, é considerada uma das principais ferramentas para reduzir os impactos da doença e proporcionar uma infância mais saudável e com melhor qualidade de vida.