Ano novo, carteira nova: o que saber antes de investir em criptomoedas em 2026
13 de janeiro de 2026Entenda os conceitos básicos, as estratégias de alocação e os cuidados que farão a diferença na hora de aportar em cripto ao longo do ano
Foto: Freepik
Quem acompanha o mundo dos investimentos e economia certamente já se deparou com as palavras “Bitcoin” ou “Criptomoeda”. Mas, o que muita gente ainda não percebeu é a dimensão desse mercado: 25 milhões de brasileiros já colocaram dinheiro em ativos digitais, segundo o Datafolha. O movimento reflete uma mudança estrutural no mercado, com os criptoativos cada vez mais integrados às carteiras de investimento e recomendados por grandes instituições financeiras. E nesse contexto, o início do ano surge como uma oportunidade para conhecer e se aprofundar nesse universo.
Para trazer mais clareza sobre como navegar pelo mercado cripto, Rony Szuster, Head de Research do Mercado Bitcoin (MB), plataforma líder em ativos digitais na América Latina, destaca os principais pontos que o investidor deve saber antes de investir em sua primeira criptomoeda:
Comece pelo básico: o que é, afinal, uma criptomoeda?
Entender o que são criptomoedas e as diferenças entre elas é essencial para quem está iniciando nesse mercado. Elas funcionam como dinheiro digital e permitem a transferência de valores sem intermediários, como bancos ou empresas de remessas. Diferentemente das moedas tradicionais, emitidas por bancos centrais, as criptomoedas são descentralizadas, ou seja, não ficam sob o controle de governos, operando em redes de blockchain, um sistema de registro digital compartilhado que ajuda a garantir a segurança e a transparência das transações.
O Bitcoin, a criptomoeda mais conhecida do mundo e com mais de 15 anos de existência, foi o ativo mais rentável dos últimos anos. Na última década, uma carteira com 5% da criptomoeda teve um retorno 33% superior ao de uma alocação sem ela. Além do Bitcoin, existem diferentes outras criptos, como Ethereum e Solana, cada uma com finalidades distintas, e as stablecoins, atreladas a moedas fiduciárias e com menor volatilidade.
Como encaixar criptomoedas na carteira
Gigantes do mercado de investimentos, como a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, já indicam que até 5% da carteira deve ser alocado em Bitcoin como forma de aumentar o potencial de retorno e reduzir a volatilidade do portfólio.
Para Rony, a diversificação com criptoativos deve começar com planejamento: “Antes de investir, é fundamental definir objetivos e entender o próprio perfil de risco, fatores que orientam o tamanho e a composição da carteira. Uma estratégia mais conservadora é priorizar, no início, os ativos digitais mais consolidados, com histórico consistente e maior liquidez. Assim, é possível ir aprendendo na prática conforme o desenvolvimento desse primeiro aporte”.
Segurança e escolha da plataforma importam
Ter critério na escolha da criptomoeda, mas não avaliar com cuidado a plataforma onde investir, pode colocar todo o investimento em risco. Por isso, é fundamental entender o nível de segurança, as boas práticas adotadas e o alinhamento da empresa às exigências do mercado e, agora em 2026, à nova regulamentação de ativos virtuais. “Na nossa operação somamos 13 anos de atuação, com auditoria independente e mais de 4 milhões de clientes, o que reforça nosso compromisso e robustez para o investidor”, afirma o Head de Research do Mercado Bitcoin (MB).
Ações que incentivam o investimento com condições promocionais também representam diferenciais na escolha da plataforma. O Mercado Bitcoin, por exemplo, oferece taxa zero para todos os investimentos em criptomoedas e cestas inteligentes realizados nas primeiras 48 horas após a abertura da conta, facilitando o primeiro aporte e incentivando o acesso ao mercado cripto para todos.
Pense no médio e longo prazo
Ao iniciar investimentos em criptoativos, especialmente em Bitcoin, é fundamental adotar uma mentalidade de retorno a médio e longo prazo, diante da volatilidade do mercado. Em 2022, por exemplo, o Bitcoin chegou a recuar mais de 70%, mas, pouco tempo depois, multiplicou seu valor por cinco.
“No dia a dia, o ativo passa por movimentos de alta e queda, porém é justamente nos períodos de turbulência que se constrói o ganho de longo prazo, desde que o investidor consiga manter a estratégia e não se deixe levar pela emoção”, comenta Rony. Segundo ele, realizar aportes periódicos ajuda a diluir o preço médio ao longo do tempo e reduz a dependência de análises gráficas complexas.