Algas marinhas impulsionam mercado de bioestimulantes na agricultura brasileira
17 de junho de 2026
Foto: Divulgação
Os fertilizantes e bioestimulantes à base de algas marinhas vêm conquistando espaço crescente na agricultura devido à capacidade de auxiliar as plantas a enfrentar condições adversas e expressar melhor seu potencial produtivo. “Em um cenário marcado por eventos climáticos extremos, períodos de estiagem, altas temperaturas e maior pressão sobre os sistemas agrícolas, produtores rurais buscam soluções que aumentam a resiliência das lavouras sem comprometer a sustentabilidade da produção”, informa Bruno Carloto, gerente de Marketing Estratégico da Acadian Sea Beyond na Divisão Atlantic (Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai).
O avanço dessa tecnologia também se reflete no mercado. “Atualmente, o setor de bioestimulantes movimenta cerca de US$ 1,2 bilhão na América Latina, dos quais aproximadamente US$ 600 milhões estão concentrados no Brasil. Nesse universo, estima-se que cerca de 30% dos produtos de bioestimulação utilizam algas marinhas em sua composição, demonstrando a crescente confiança dos agricultores nessa ferramenta de manejo”, informa Carloto.
A evolução de presença no mercado decorre de décadas de pesquisas das algas marinhas e seus efeitos sobre as culturas agrícolas. A Acadian Sea Beyond está entre as empresas principais nesse segmento, acumulando mais de 40 anos de estudos com a espécie Ascophyllum nodosum, coletada de forma sustentável nas águas frias do Atlântico Norte canadense. Amplamente reconhecida por seu embasamento científico, essa alga é rica em compostos bioativos capazes de estimular processos fisiológicos essenciais para o desenvolvimento vegetal.
"Ascophyllum nodosum possui características únicas desenvolvidas naturalmente em um ambiente de condições extremas. Ao longo de décadas de pesquisas, conseguimos compreender melhor esses mecanismos e transformá-los em soluções que ajudam as plantas a responder de forma mais eficiente aos desafios enfrentados no campo, promovendo produtividade, qualidade e maior tolerância aos estresses ambientais", destaca Bruno Carloto.
Esses compostos favorecem o crescimento radicular, a absorção de nutrientes, a eficiência metabólica e a tolerância das plantas a diferentes tipos de estresse, além de contribuir para recuperação mais rápida após condições adversas. Por essas características, Ascophyllum nodosum tornou-se uma das espécies mais estudadas e utilizadas no desenvolvimento de bioestimulantes agrícolas em todo o mundo.
A adoção de soluções à base de algas marinhas também está diretamente ligada à necessidade de produzir mais com eficiência. Ao otimizar o aproveitamento dos nutrientes e promover maior equilíbrio fisiológico das plantas, esses bioestimulantes contribuem para ganhos de produtividade e qualidade das colheitas. Como resultado, passaram a integrar o manejo de diversas culturas, como soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, frutas e café.
Além dos benefícios agronômicos, os bioestimulantes à base de algas marinhas atendem às demandas de uma agricultura cada vez mais sustentável. “Sua utilização contribui para sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e preparados para enfrentar os desafios atuais e futuros do campo, conciliando desempenho agrícola e preservação dos recursos naturais”, finaliza o gerente da Acadian.