A Besta de Gévaudan: ‘A história real do lobisomem francês’
12 de julho de 2021Foto: Reprodução
A Besta de Gévaudan uma das criaturas que até os dias de hoje é um mistério, acredita-se que se tratou de um lobo cinzanto, cão lobo ou uma hiena, mas há quem acredita que se trata de um lobisomem.
A criatura teria causado terror na antiga província de Gévaudan, na França, entre 1764 até 1767, sendo que os ataques foram dentro de uma área de 7.200 KM². Algumas testemunhas oculares relataram a aparência da besta de Gévaudan e disseram possuir caudas longas e dentes grandes e afiados.
A criatura extremamente violenta e selvagem matava suas presas na maioria das vezes arrancando a garganta. A besta causou muitas mortes no século XVIII, sendo que até hoje o número de vítimas é incerto, mas estima-se que a criatura teria feito cerca de 210 ataques, sendo 113 mortos com corpos mutilados ou estripados em uma violência incomum e outras 49 vítimas ficaram feridas.
O Início dos ataques
O início dos ataques ocorreu em 1964 quando uma jovem mulher ao caminhar pela vila onde morava, em um bosque em Merçoire, na França, foi cercada pela fera. A vítima conseguiu escapar com vida e descreveu-a como:
Grande como um bezerro, peito largo, pescoço robusto, orelhas erguidas, focinho de galgo, boca negra com dois dentes laterais longos e afiados, cauda franjada e uma lista branca que vai do alto da cabeça à extremidade da própria cauda. Anda dando grande saltos.
Fera descrita pela vítima que conseguiu escapar do ataque – Foto: Reprodução
A região de Gévaudan era constantemente atacada por lobos que iam atrás dos rebanhos dos camponeses, mas nunca antes havia visto tamanha atrocidade por algum animal.
O primeiro caso fatal ocorreu também em 1764 quando Jeanne Boulet, uma menina de apenas 14 anos, foi violentamente morta pela besta e logo outros casos foram registrados. As vítimas eram sempre jovens entre homens, mulheres e crianças, e geralmente o ataque acontecia quando as vítimas estavam aparentemente sozinhas.
Os corpos eram encontrados estraçalhados com partes comidas e gargantas arrancadas, o que chamou atenção dos nobres e do Rei da França, Luis XV, que ofereceu 6 mil libras para quem matasse a besta.
Com muitos caçadores em busca da criatura selvagem uma grande parte da população de lobos existente na região foi abatida, período em que nobres, caçadores reais e mercenários foram limpando qualquer ameaça que encontravam no caminho afim de livrar-se da besta.
A Morte da Besta de Gévaudan
Besta abatida por Antoine de Beauterne Marques – Foto: Reprodução
Em setembro de 1765, Antoine de Beauterne Marques, abateu um animal que teria as características da besta. O animal foi descrito pesando 64 quilos, 87 centímetros de altura e 1.83m de cumprimento.
Aparentemente tudo estava resolvido, e o responsável pela morte do animal foi recebido com honrarias recebendo dinheiro, presentes e título de nobreza. Porém, em dezembro do mesmo ano houve novos ataques, quando duas crianças teriam ficado feridas e logo outras vítimas da besta foram sendo relatadas.
Besta abatida por Jean Chastell – Foto: Reprodução
Com novos ataques surgindo, a França enviou novamente caçadores em busca da criatura que tanto os atormentava.
Jean Chastell foi o responsável pelo abate da segunda besta, e esta por sua vez pesava cerca de 58 quilos e marcou o fim dos ataques da besta de Gévaudan como ficou conhecida. Ela teria aparecido onde Jean Chastell estava e apenas ficou observando, e o caçador usou uma bala de prata benzida por um padre, pondo um fim a vida da criatura, o que levantou rumores que a besta seria um lobisomem.
Ao abrirem a barriga do animal foram encontrados restos humanos dentro do seu estômago o que comprovou que o animal seria de fato o responsável pelas inúmeras mortes ocorridas. O animal não distinguia entre homens, mulheres e crianças, matava tudo que via pela frente de forma selvagem.
Os caçadores concluíram que tratava-se de um Loup-Garou, também conhecido como “lobisomem”.
Valedoitaúnas (Fatos Estranhos)